Herdeiro do Reino

Ó tu, herdeiro do reino celeste, por que dormitas tão perto do lar?
Rompe as cadeias que ao mundo te prendem! Vem logo a Cristo que te há de salvar!

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sábado, 16 de fevereiro de 2013

Estilo de Vida e Conduta Cristã





Cristo aguarda com fremente desejo a manifestação de Si mesmo em Sua igreja. Quando o caráter de Cristo se reproduzir perfeitamente em Seu povo, então virá para reclamá-los como Seus.
Parábolas de Jesus, 69
 
 




Aquelas almas produziram frutos dignos de arrependimento. Creram e foram batizadas, e levantaram-se para andar em NOVIDADE DE VIDA – como NOVAS CRIATURAS em Cristo Jesus; não para se conformarem aos desejos anteriores, mas, pela fé no Filho de Deus, seguir-Lhe os passos, REFLETIR-LHE O CARÁTER, e purificar-se assim como Ele é puro. As coisas que antes odiavam, agora amavam; e as que antes amavam, passam a odiar. Os orgulhosos e presunçosos tornaram-se mansos e humildes de coração. Os vaidosos e arrogantes se fizeram graves e acessíveis. Os profanos se tornaram reverentes, sóbrios os ébrios, os devassos puros. As modas vãs do mundo foram postas de parte. Os cristãos procuravam não o “enfeite... exterior, no frisado dos cabelos, no uso de jóias de ouro, na compostura dos vestidos; mas o homem encoberto no coração; no incorruptível trajo de um espírito manso e quieto, que é precioso diante de deus.” 1 Pedro3:3-4  O Grande Conflito, 463 e 464 (A Vida que Satisfaz – Como Alcançar Paz de Alma)




Cristo procura reproduzir-Se no coração dos homens; e faz isto por intermédio daqueles que nEle crêem. O objetivo da vida cristã é a frutificação - a reprodução do caráter de Cristo no crente, para que Se possa reproduzir em outros.
A planta não germina, não cresce, nem produz frutos para si mesma, mas para "dar semente ao semeador, e pão ao que come". Isa. 55:10. Igualmente ninguém deve viver para si mesmo. O cristão está no mundo como representante de Cristo para a salvação de outros.
Na vida que se centraliza no eu não pode haver crescimento nem frutificação. Se aceitastes a Cristo como Salvador pessoal, deveis esquecer-vos e procurar auxiliar a outros. Falai do amor de Cristo, contai de Sua bondade. Cumpri todo dever que se vos apresenta. Levai sobre o coração o peso da salvação das pessoas, e tentai salvar os perdidos por todos os meios possíveis. Recebendo o Espírito de Cristo - o espírito do amor abnegado e do sacrifício por outrem - crescereis e produzireis fruto. As graças do Espírito amadurecerão em vosso caráter. Vossa fé aumentará; vossas convicções aprofundar-se-ão, vosso amor será mais perfeito. Mais e mais refletireis a semelhança de Cristo em tudo que é puro, nobre e amável.
"O fruto do Espírito é: amor, alegria, paz, longanimidade, benignidade, bondade, fidelidade, mansidão, domínio próprio." Gál. 5:22 e 23. Este fruto jamais perecerá, antes produzirá uma colheita de sua espécie para a vida eterna.
"Quando já o fruto se mostra, mete-lhe logo a foice, porque está chegada a ceifa." Mar. 4:29. Cristo aguarda com fremente desejo a manifestação de Si mesmo em Sua igreja. Quando o caráter de Cristo se reproduzir perfeitamente em Seu povo, então virá para reclamá-los como Seus.
Todo cristão tem o privilégio, não só de esperar a vinda de nosso Senhor Jesus Cristo, como também de apressá-la. (II Ped. 3:12.) Se todos os que professam Seu nome produzissem fruto para Sua glória, quão depressa não estaria o mundo todo semeado com a semente do evangelho! Rapidamente amadureceria a última grande seara e Cristo viria recolher o precioso grão. Parábolas de Jesus, pág. 67 - 69

Foi-me mostrado nosso perigo como um povo, de nos assemelharmos ao mundo, e não à imagem de Cristo. Achamo-nos agora nas próprias fronteiras do mundo eterno; mas é desígnio do adversário de nossa alma levar-nos a adiar para longe o fim do tempo.
Satanás assaltará de todas as maneiras possíveis os que professam ser observadores dos mandamentos de Deus, e estar aguardando a segunda vinda de nosso Salvador nas nuvens do céu, com poder e grande glória. Ele levará o maior número possível a adiarem o dia mau e tornarem-se em espírito semelhantes ao mundo, imitando-lhe os costumes. Senti-me alarmada quando vi que o espírito do mundo controlava o coração e a mente de muitos que fazem alta profissão da verdade. Abrigam o egoísmo e a condescendência consigo mesmos; mas não cultivam a verdadeira piedade e a genuína integridade. Conselhos Para a Igreja, 84 / Testemunhos Seletos, vol. 1, pág. 503


A própria imagem de Deus tem de ser reproduzida na humanidade. A honra de Deus, a honra de Cristo, acha-se envolvida no aperfeiçoamento do caráter de Seu povo. O Desejado de Todas as Nações, 671



Há esperança para cada um de nós, mas de uma só maneira - apegando-nos a Cristo e empregando toda energia para obter a perfeição de Seu caráter. Essa religião piegas que faz pouco do pecado, e só realça o amor de Deus pelo pecador, encoraja os pecadores a crer que Deus os salvará enquanto continuarem no pecado, sabendo que é pecado. É isso que estão fazendo muitos que professam crer na verdade presente. A verdade é mantida à parte de sua vida e essa é a razão pela qual não mais tem o poder de convencer e converter a alma. Deve haver um esforço de cada nervo, fibra e músculo para deixar o mundo, seus costumes, práticas e modas.
Carta 53, 1887 [citada na meditação matinal “Cristo Triunfante”, 2002 – 15 de março]


 

domingo, 21 de outubro de 2012

Testemunho do irmão Luigi Braga - é de arrepiar!

Emocionante testemunho do irmão Luigi Braga, advogado do departamento jurídico da Divisão Sul-Americana. Assista e passe pra frente!!!

DEUS SEJA LOUVADO




terça-feira, 10 de janeiro de 2012

O uso dos recursos

O Amor Gera Amor

Aquele que nem mesmo a Seu próprio Filho poupou, antes, O entregou por todos nós, como nos não dará também com Ele todas as coisas? Rom. 8:32.

Os que são verdadeiramente convertidos... distribuirão os meios que Deus lhes pôs nas mãos, para o progresso da obra. ...
Somos testemunhas de Cristo, e não devemos permitir que os interesses e planos mundanos absorvam nosso tempo e atenção. Há interesses mais elevados em jogo. ...
Suplicamos o dinheiro que é gasto em coisas desnecessárias. ... Não desperdiceis dinheiro na compra de coisas desnecessárias. Podeis pensar que pequenas quantias não signifiquem tanto, mas muitas coisas pequenas formam um grande todo. Suprimi todo o gasto extravagante. Não condescendais com nada que seja apenas para ostentação. Vosso dinheiro significa a salvação de pessoas. Que haja da parte de todos um sistemático dar. Alguns estão impossibilitados de dar uma grande soma, mas todos podem pôr de lado, semanalmente, alguma coisa para o Mestre. Que as crianças façam sua parte. Que os pais ensinem os filhos a economizar para dar ao Senhor. O ministério evangélico é para ser sustentado com abnegação e sacrifício. ...
Que os membros de nossas igrejas não se queixem por serem com tanta freqüência solicitados a contribuir. O que é que faz necessário freqüentes apelos? Não é o rápido desenvolvimento dos empreendimentos missionários? ...
Enquanto houver pessoas a serem salvas, nosso interesse nessa obra não deve conhecer desalento. A igreja não pode encurtar sua tarefa sem negar o seu Mestre. ... O amor pelos perdidos levou Cristo à cruz do Calvário. E o amor pelas pessoas deverá levar-nos à abnegação e ao sacrifício, para a salvação dos que estão perdidos. Ao devolverem os seguidores de Cristo seus bens ao Senhor, estão ajuntando tesouros em cuja posse entrarão quando ouvirem as palavras: "Bem está, servo bom e fiel;... entra no gozo do teu senhor." Mat. 25:21. ... A alegria de ver pessoas eternamente salvas será a recompensa de todos os que seguem as pegadas do Redentor. Testimonies, vol. 9, págs. 53-59.

Quantos recursos são gastos com artigos que são meros ídolos, coisas que absorvem pensamentos, tempo e energias que deviam ser empregadas para fins mais elevados! Quanto dinheiro é gasto em casas e móveis caros, em prazeres egoístas, comidas luxuosas e nocivas, em prejudiciais condescendências com o próprio eu! Quanto é esbanjado em dádivas que não beneficiam a ninguém! Em coisas desnecessárias, muitas vezes nocivas, estão professos cristãos hoje em dia despendendo mais, muitas vezes mais, do que empregam em buscar salvar almas do tentador. (CBV, 207)
Quanto tem sido impensadamente desperdiçado pelos nossos jovens, gasto em condescendência própria e na ostentação, com coisas sem as quais teriam sido igualmente tão felizes. Cada centavo que possuímos é do Senhor. Em vez de gastar os meios com coisas desnecessárias, devemos empregá-los em atender aos apelos do trabalho missionário. (CSM, 290)


Os homens são tentados a usar seus bens em benefício próprio, na satisfação do apetite, no adorno pessoal ou no embelezamento de seus lares. Para estas coisas muitos membros da igreja não hesitam em despender livremente, e até extravagantemente. Mas quando solicitados a dar para o tesouro do Senhor, a fim de que se promova Sua obra na Terra, titubeiam. Talvez, sentindo que não podem escapar à conjuntura, dão uma importância tão insignificante que não raro gastam com coisas desnecessárias. Não manifestam nenhum amor real pelo serviço de Cristo, nenhum fervente interesse na salvação de almas. Não admira que a vida cristã de tais criaturas seja uma existência atrofiada e enfermiça! (AA, 338)

quinta-feira, 22 de dezembro de 2011

Operação Chuva Global, 4-14 de janeiro de 2012



Imagine milhões de pessoas em todo mundo orando juntas pelo derramamento do Espírito Santo. Esse é o objetivo de uma campanha de oração lançada pela Igreja Adventista em todo mundo que, em 10 dias, reunirá pessoas de vários países para orarem juntas.

Na internet, a campanha está sendo promovida pelo site reavivamentoereforma.com e pela página facebook.com/ igrejaadventistadosetimodia. A Rádio e TV Novo Tempo também estarão incentivando diariamente as pessoas a orar e passarem mais tempo com Deus estudando a Bíblia.
Quem acessa a internet poderá assistir e fazer download de vídeos abordando o tema do dia. 

Para cada dia haverá um motivo especial de oração:

 

04/01 – Intercessão pelo derramamento do Espírito Santo – Hebreus 10:22  
05/01 – Entrega pessoal – Tiago 1:6 
06/01 – Arrependimento sincero – Daniel 9:4-6 
07/01 – Confissão – I João 1:9
08/01 – Amor pelos perdidos – João 17:20 e 21 
09/01 – Exame pessoal – problemas com familiares ou membros da igreja – Salmos 51 
10/01 – Ajuda financeira para a obra de Deus – Filipenses 2:5-9 
11/01 – Obediência – maturidade em Cristo – Romanos 12:1 e 2 
12/01 – Ação de graças – cura dos doentes – Filipenses 4:4-6 
13/01 – Testemunho apaixonado – missão para o mundo – Romanos 1:16 e 17

Veja algumas dicas:

  • Peça a Deus para preparar o seu coração para essa experiência de 10 dias de oração.
  • Forme um grupo de oração. Convide uma ou mais pessoas para acompanhá-lo, ou peça ao pastor de sua igreja para divulgar essa atividade para toda a igreja.
  • Escolha um horário conveniente para que as pessoas que você convidou possam participar com você.
  • Separem uma hora por dia para orar, se possível.
  • Comecem e terminem o momento de oração em grupo com louvores e agradecimentos.
  • Façam orações de frases curtas para que cada pessoa possa orar mais de uma vez e para permitir ao Espírito Santo impressioná-lo como orar.
  • Passem mais tempo efetivamente orando em grupo do que apresentando pedidos de oração.
  • Separe tempo pessoal, particular com Deus, além do tempo de oração em grupo.
  • Pense em adotar algum tipo de jejum, como o de TV, música secular, filmes, Internet, ou sobremesas.
  • Use o tempo extra para orar e ler a Bíblia.
  • Peça a Deus para Se revelar a você.
  • Peça ao pastor de sua igreja para promover os 10 dias de oração na igreja local através de testemunhos de como Deus operou como resultado das orações em grupo.
  • Nos cultos de Sábado durante os 10 dias dêem um destaque especial a oração.
  • Peça a Deus para mostrar-lhe cinco pessoas por quem orar durante os 10 dias.
Fonte: Reavivamento e Reforma


segunda-feira, 12 de setembro de 2011

Preparação para a Chuva Serôdia - B. E. Wagner

Coletânea de textos do Espírito de Profecia, relacionados com a Chuva Serôdia. Tendo apresentado esses estudos em diferentes lugares ao redor do mundo, devido à sua apreciação e aceitação, o autor concordou em reunir seu trabalho neste livro. 

quinta-feira, 2 de junho de 2011

A Situação da Igreja Antes da Segunda Vinda

Prezados, o texto é  extenso mas vale pelo conteúdo da mensagem... encontre um tempo para ler... Deus os abençoe!

Cristo e Seus discípulos estão assentados no Monte das Oliveiras. O Sol já desapareceu e as sombras da noite crescem sobre a Terra. Pode-se ver uma casa esplendorosamente iluminada como para uma festa. A luz jorra das aberturas, e um grupo expectante indica que um cortejo nupcial está prestes a aparecer. Em muitas regiões do oriente as festividades nupciais são realizadas à noite. O noivo parte ao encontro da noiva e a traz para casa.
À luz de tochas, o cortejo dos nubentes sai da casa paterna para seu próprio lar, onde um banquete é oferecido aos convidados. Na cena que Cristo contemplava, um grupo espera o aparecimento do cortejo nupcial para a ele se ajuntar.
Na adjacência do lar da noiva esperam dez virgens trajadas de branco. Todas levam uma lâmpada acesa e um frasco de óleo. Todas aguardam  ansiosamente a vinda do esposo. Há, porém, uma tardança. Passa-se uma hora após outra, as vigias fatigam-se e adormecem. À meia-noite ouve-se um clamor: "Aí vem o esposo! Saí-lhe ao encontro!" Mat. 25:6. Sonolentas despertam, de repente, e levantam-se. Vêem o cortejo aproximando-se resplandecente de tochas e festivo, com música. Ouvem as vozes do esposo e da esposa. As dez virgens tomam suas lâmpadas e começam a aparelhá-las, com pressa de partir. Cinco delas, porém, tinham deixado de encher seus frascos. Não previram demora tão longa, e não se prepararam para a emergência. Em aflição apelam para suas companheiras mais prudentes, dizendo: "Dai-nos do vosso azeite, porque as nossas lâmpadas se apagam." Mat. 25:8. Mas as cinco outras, com suas lâmpadas há pouco aparelhadas, tinham seus frascos esvaziados. Não tinham óleo de sobra, e respondem: "Não seja caso que nos falte a nós e a vós; ide, antes, aos que o vendem e comprai-o para vós." Mat. 25:9.
Enquanto foram comprar, o cortejo foi-se e as deixou. As cinco, com as lâmpadas acesas, se uniram à multidão, entraram na casa com o cortejo nupcial, e fechou-se a porta. Quando as virgens loucas chegaram à entrada da casa do banquete, receberam uma recusa inesperada. O anfitrião  declarou: "Não vos conheço." Mat. 25:12. Foram abandonadas ao relento, na rua solitária, nas trevas da noite. Quando Cristo, sentado, contemplava o grupo que aguardava o esposo, contou aos discípulos a história das dez virgens, ilustrando, pela experiência delas, a da igreja que viveria justamente antes de Sua segunda vinda.
Os dois grupos de vigias representam as duas classes que professam estar à
espera de seu Senhor. São chamadas virgens porque professam fé pura. As lâmpadas representam a Palavra de Deus. Diz o salmista: "Lâmpada para os meus pés é a Tua palavra e, luz para os meus caminhos." Sal. 119:105. O óleo é símbolo do Espírito Santo. Assim é representado o Espírito na profecia de Zacarias. "Tornou o anjo que falava comigo", diz ele, "e me despertou, como a um homem que é despertado do seu sono, e me disse: Que vês? E eu disse: Olho, e eis um castiçal todo de ouro, e um vaso de azeite no cimo, com as suas sete lâmpadas; e cada lâmpada posta no cimo tinha sete canudos. E, por cima dele, duas oliveiras, uma à direita do vaso de azeite, e outra à sua esquerda. E falei e disse ao anjo que falava comigo, dizendo: Senhor meu, que é isto? E respondeu e me falou, dizendo: Esta é a palavra do Senhor a Zorobabel, dizendo: Não por força, nem por violência, mas pelo Meu Espírito, diz o Senhor dos Exércitos. E, falando-lhe outra vez, disse: Que são aqueles dois raminhos de oliveira que estão junto aos dois tubos de ouro e que vertem de si ouro? Então, Ele disse: Estes são os dois ungidos, que estão diante do Senhor de toda a Terra." Zac. 4:1-4, 6, 12 e 14.
Das duas oliveiras o dourado óleo era vazado pelos tubos de ouro nas taças do castiçal, e daí nas lâmpadas de ouro que iluminavam o santuário. Assim, dos santos que estão na presença de Deus, Seu Espírito é comunicado aos que são consagrados para o Seu serviço. A missão dos dois ungidos é comunicar ao povo de Deus aquela graça celestial que, somente, pode fazer de Sua palavra uma lâmpada para os pés, e uma luz para o caminho. "Não por força, nem por violência, mas pelo Meu Espírito, diz o Senhor dos Exércitos." Zac. 4:6.
Na parábola, todas as dez virgens saíram ao encontro do esposo. Todas tinham lâmpadas e frascos. Por algum tempo não se notava diferença entre elas. Assim é com a igreja que vive justamente antes da segunda vinda de Cristo. Todos têm conhecimento das Escrituras. Todos ouviram a mensagem da proximidade da volta de Cristo e confiantemente O esperam. Como na parábola, porém, assim é agora. Há um tempo de espera; a fé é provada; e quando se ouvir o clamor: "Aí vem o Esposo! Saí-Lhe ao encontro!" (Mat. 25:6), muitos não estarão preparados. Não têm óleo em seus vasos nem em suas lâmpadas. Estão destituídos do Espírito Santo. Sem o Espírito de Deus, de nada vale o conhecimento da Palavra. A teoria da verdade não acompanhada do Espírito Santo, não pode vivificar a mente, nem santificar o coração. Pode estar-se familiarizado com os mandamentos e promessas da Bíblia, mas se o Espírito de Deus não introduzir a verdade no íntimo, o caráter não será transformado. Sem a iluminação do Espírito, os homens não estarão aptos para distinguir a verdade do erro, e serão presa das tentações sutis de Satanás.
A classe representada pelas virgens loucas não é hipócrita. Têm consideração pela verdade, advogaram-na, são atraídos aos que crêem na verdade, mas não se entregaram à operação do Espírito Santo. Não caíram sobre a rocha, que é Cristo Jesus, e não permitiram que sua velha natureza fosse quebrantada. Essa classe é representada, também, pelos ouvintes comparados ao pedregal. Recebem a Palavra prontamente; porém, deixam de assimilar os seus princípios. Sua influência não permanece neles. O Espírito trabalha no coração do homem de acordo com o seu desejo e consentimento, nele implantando natureza nova; mas a classe representada pelas virgens loucas contentou-se com uma obra superficial. Não conhecem a Deus; não estudaram Seu caráter; não tiveram comunhão com Ele; por isso não sabem como confiar, como ver e viver. Seu serviço para Deus degenera em formalidade. "Eles vêm a Ti, como o povo costuma vir, e se assentam diante de Ti como Meu povo, e ouvem as Tuas palavras, mas não as põem por obra; pois lisonjeiam com a sua boca, mas o seu coração segue a sua avareza." Ezeq. 33:31. O apóstolo Paulo assinala que essa será a característica especial dos que vivem justamente antes da segunda vinda de Cristo. Diz: "Nos últimos dias sobrevirão tempos trabalhosos; porque haverá homens amantes de si mesmos... mais amigos dos deleites do que amigos de Deus, tendo aparência de piedade, mas negando a eficácia dela." II Tim. 3:1-5.
Essa é a classe que em tempo de perigo é encontrada bradando: Paz e segurança. Acalentam seu coração em sossego, e não sonham com o perigo. Quando despertos de sua indiferença, discernem sua destituição, e rogam a outros que lhes supram a falta; em assuntos espirituais, porém, ninguém pode remediar a deficiência de outros. A graça de Deus tem sido oferecida livremente a todos. Tem sido proclamada a mensagem do evangelho: "Quem tem sede venha; e quem quiser tome de graça da água da vida." Apoc. 22:17.
Todavia o caráter não é transferível. Ninguém pode crer por outro. Ninguém pode receber por outro o Espírito. Ninguém pode dar a outrem o caráter que é o fruto da operação do Espírito. "Ainda que Noé, Daniel e Jó estivessem no meio dela (a Terra), vivo Eu, diz o Senhor Jeová, que nem filho nem filha eles livrariam, mas só livrariam a sua própria alma pela sua justiça." Ezeq. 14:20.
Numa crise é que o caráter é revelado. Quando a voz ardorosa proclamou à meia-noite: "Aí vem o Esposo! Saí-lhe ao encontro!" (Mat. 25:6), e as virgens adormecidas ergueram-se de sua sonolência, foi visto quem fizera a preparação para o evento. Ambos os grupos foram tomados de surpresa; porém, um estava preparado para a emergência, e o outro não. Assim agora uma calamidade repentina e imprevista, alguma coisa que põe a pessoa face a
face com a morte, mostrará se há fé real nas promessas de Deus. Mostrará se
está sustida na graça. A grande prova final virá no fim do tempo da graça, quando será tarde demais para se suprirem as necessidades do espírito.
As dez virgens estão esperando na noite da história deste mundo. Todas dizem ser cristãs. Todas têm uma vocação, um nome, uma lâmpada, e todas pretendem fazer a obra de Deus. Todas aguardam, aparentemente, a volta de Cristo. Cinco, porém, estão desprevenidas. Cinco serão encontradas surpreendidas, aterrorizadas, fora do recinto do banquete. No dia final muitos hão de requerer admissão ao reino de Cristo, dizendo: "Temos comido e bebido na Tua presença, e Tu tens ensinado nas nossas ruas." Luc. 13:26.
"Senhor, Senhor, não profetizamos nós em Teu nome? E, em Teu nome, não expulsamos demônios? E, em Teu nome, não fizemos muitas maravilhas?"  Mat. 7:22. Mas a resposta será: "Digo-vos que não sei de onde vós sois; apartai-vos de mim." Luc. 13:27. Nesta vida não tiveram comunhão com Cristo; por isto não conhecem a linguagem do Céu, são estranhos às suas alegrias. "Porque qual dos homens sabe as coisas do homem, senão o espírito do homem, que nele está? Assim também ninguém sabe as coisas de Deus,  senão o Espírito de Deus." I Cor. 2:11.
As palavras mais tristes que caíram em ouvidos mortais são aquelas da sentença: "Não vos conheço." Mat. 25:12. Unicamente a comunhão do Espírito
que desprezastes poderia unir-vos à multidão jubilosa que estará no banquete das bodas. Não podereis participar dessa cena. Sua luz incidiria sobre olhos cegos, e sua melodia em ouvidos surdos. Seu amor e alegria não fariam soar de júbilo corda alguma do coração entorpecido pelo mundo. Sois excluídos do Céu por vossa própria inaptidão para a sua companhia.
Não podemos estar prontos para encontrar o Senhor, acordando ao ouvir o brado: "Aí vem o Esposo!" (Mat. 25:6) e então tomar nossas lâmpadas vazias para enchê-las. Não podemos viver apartados de Cristo aqui, e ainda assim estar aptos para a Sua companhia no Céu.
Na parábola, as virgens prudentes tinham óleo em seus vasos com aslâmpadas. Suas lâmpadas arderam com chama contínua pela noite de vigília. Contribuíram para aumentar a iluminação em honra do esposo. Brilhando na escuridão, auxiliaram a iluminar o caminho para o lar do esposo, para a ceia de bodas.
Assim, devem os seguidores de Cristo irradiar luz nas trevas do mundo. Pela atuação do Espírito Santo, a Palavra de Deus é uma luz quando se torna um poder transformador na vida de quem a recebe. Implantando-lhes no coração os princípios de Sua Palavra, o Espírito Santo desenvolve nos homens os predicados de Deus. A luz de Sua glória - Seu caráter - deve refletir-se em Seus seguidores. Assim devem glorificar a Deus, e iluminar o caminho para a mansão do esposo, para a cidade de Deus, e para o banquete de bodas do Cordeiro.
A vinda do esposo foi à meia-noite - a hora mais tenebrosa. Assim a vinda de Cristo será no período mais tenebroso da história deste mundo. Os dias de Noé e de Ló ilustram a condição do mundo exatamente antes da vinda do Filho do homem. Apontando para esse tempo, declaram as Escrituras que Satanás trabalhará com todo poder e "sinais, e prodígios de mentira". II Tess. 2:9. Sua obra é revelada claramente pelas trevas que se adensam rapidamente, pela multidão de erros, heresias e enganos destes últimos dias. Satanás não só leva cativo o mundo, porém suas ilusões infectam até as professas igrejas de nosso Senhor Jesus Cristo. A grande apostasia se desenvolverá em trevas tão densas como as da meia-noite, impenetráveis  como a mais intensa escuridão. Para o povo de Deus será uma noite de prova, noite de lamentação, noite de perseguição por causa da verdade. Mas nessa noite de trevas brilhará a luz de Deus.
Fez que "das trevas resplandecesse a luz". II Cor. 4:6. Quando "a Terra era sem forma e vazia; e havia trevas sobre a face do abismo; e o Espírito de Deus Se movia sobre a face das águas. E disse Deus: Haja luz. E houve luz". Gên. 1:2 e 3. Também na noite das trevas espirituais a Palavra de Deus diz: "Haja luz." A Seu povo, diz Ele: "Levanta-te, resplandece, porque já vem a tua luz, e a glória do Senhor vai nascendo sobre ti." Isa. 60:1. "Eis", diz a Escritura, "que as trevas cobriram a Terra, e a escuridão, os povos; mas sobre ti o Senhor virá surgindo, e a Sua glória se verá sobre ti." Isa. 60:2.
A escuridão do falso conceito acerca de Deus é que está envolvendo o mundo.
Os homens estão perdendo o conhecimento de Seu caráter. Este tem sido mal-compreendido e mal-interpretado. Neste tempo deve ser proclamada uma
mensagem de Deus, uma mensagem de influência iluminante e capacidade salvadora. O caráter de Deus deve tornar-se notório. Deve ser difundida nas trevas do mundo a luz de Sua glória, a luz de Sua benignidade, misericórdia e verdade.
Esta é a obra esboçada pelo profeta Isaías, nas palavras: "Tu, anunciador de boas novas a Jerusalém, levanta a tua voz fortemente; levanta-a, não temas e dize às cidades de Judá: Eis aqui está o vosso Deus. Eis que o Senhor Jeová virá como o forte, e o Seu braço dominará; eis que o Seu galardão vem com Ele, e o Seu salário, diante da Sua face." Isa. 40:9 e 10. Os que aguardam a vinda do esposo devem dizer ao povo: "Eis aqui está o vosso Deus." Isa. 40:9. Os últimos raios da luz misericordiosa, a última mensagem de graça a ser dada ao mundo, é uma revelação do caráter do amor divino. Os filhos de Deus devem manifestar Sua glória. Revelarão em sua vida e caráter o que a graça de Deus por eles tem feito. A luz do Sol da Justiça deve irradiar em boas obras - em palavras de verdade e atos de santidade.
Cristo, o resplendor da glória do Pai, veio ao mundo como sua luz. Veio representar Deus aos homens, e dEle está escrito que foi ungido "com o Espírito Santo e com virtude", e "andou fazendo o bem". Atos 10:38. Na sinagoga de Nazaré, disse: "O Espírito do Senhor é sobre Mim, pois que Me ungiu para evangelizar os pobres, enviou-Me a curar os quebrantados do coração, a apregoar liberdade aos cativos, a dar vista aos cegos, a pôr em liberdade os oprimidos, a anunciar o ano aceitável do Senhor." Luc. 4:18 e 19. Esta foi a obra de que encarregou os discípulos. "Vós sois a luz do mundo", disse Ele. "Assim resplandeça a vossa luz diante dos homens, para que vejam as vossas boas obras e glorifiquem a vosso Pai, que está nos Céus." Mat. 5:14 e 16. Esta é a obra que o profeta Isaías descreve, dizendo: "Porventura, não é também que repartas o teu pão com o faminto e recolhas em casa os pobres desterrados? E, vendo o nu, o cubras e não te escondas daquele que é da tua carne? Então, romperá a tua luz como a alva, e a tua cura apressadamente brotará, e a tua justiça irá adiante da tua face, e a glória do Senhor será a tua retaguarda." Isa. 58:7 e 8.
Assim pois a glória de Deus deve brilhar mediante Sua igreja na noite de  trevas espirituais, soerguendo os oprimidos e confortando os que choram. Em todo nosso redor ouvem-se os gemidos de um mundo de aflições. Em todos os lados há necessitados e miseráveis. Nosso dever é auxiliar a aliviar e
abrandar as dificuldades e misérias da vida.
O serviço prático será muito mais eficiente do que meramente pregar sermões. Devemos alimentar o faminto, vestir o nu e asilar o desabrigado. E somos chamados para fazer mais do que isto. As necessidades da alma só o amor de Cristo pode satisfazer. Se Cristo em nós habitar, nosso coração estará cheio de simpatia divina. Abrir-se-ão as fontes cerradas do zeloso amor cristão.
Deus requer não somente as nossas dádivas para os necessitados, mas também nosso semblante amável, nossas palavras de esperança, nosso cordial aperto de mão. Quando curava os doentes Cristo punha sobre eles as mãos. Também devemos achegar-nos em contato íntimo com quem procuramos beneficiar.
Muitos há que não têm mais esperança. Dai-lhes novamente a luz do Sol. Muitos perderam o ânimo. Dizei-lhes palavras de conforto. Orai por eles. Há os que carecem do pão da vida. Lede-lhes da Palavra de Deus. Muitos padecem de uma enfermidade da alma que bálsamo nenhum pode restaurar, médico algum curar. Orai por essas pessoas, encaminhai-as a Jesus. Contai-lhes que há um bálsamo e um Médico em Gileade.
A luz é uma bênção, bênção universal que difunde seus tesouros sobre o mundo ingrato, ímpio e desmoralizado. Assim é com a luz do Sol da Justiça. Envolta, como está, nas trevas do pecado, aflição e padecimento, toda a Terra precisa ser iluminada com o conhecimento do amor de Deus. Nenhuma seita ou classe deve ser impedida de receber a luz que refulge do trono celeste.
A mensagem de esperança e misericórdia tem que ser levada aos confins da Terra. Quem quiser pode aproximar-se, tomar do poder de Deus e fazer paz com Ele, e Ele fará paz. Não mais devem os pagãos estar envoltos em trevas da meia-noite. A escuridão deve desaparecer diante dos brilhantes raios do Sol da Justiça. O poder do inferno foi vencido.
Mas ninguém pode dar aquilo que não possui. Na obra de Deus, a humanidade nada pode originar. Ninguém pode por seus próprios esforços tornar-se para Deus um portador de Luz. Vertido pelos mensageiros celestes nos tubos de ouro, para ser conduzido do áureo vaso às lâmpadas do santuário, o dourado óleo produzia luz contínua, clara e brilhante. O amor de Deus, continuamente transmitido ao homem, é que o habilita a comunicar luz. O áureo óleo do amor corre livremente no coração de todos os que pela fé estão unidos a Deus, para resplandecer novamente em boas obras, em serviço real e sincero para Ele.
Na grande e incomensurável dádiva do Espírito Santo estão contidos todos os recursos celestes. Não é por qualquer restrição da parte de Deus que as riquezas de Sua graça não afluem para os homens, neste mundo. Se todos recebessem de bom grado, todos seriam cheios de Seu Espírito.
Toda pessoa tem o privilégio de ser um conduto vivo, pelo qual Deus pode comunicar ao mundo os tesouros de Sua graça, as insondáveis riquezas de Cristo. Nada há que Cristo mais deseje do que agentes que representem ao mundo Seu Espírito e caráter. Não há nada de que o mundo mais necessite que da manifestação do amor do Salvador, mediante a humanidade. Todo o Céu está à espera de condutos pelos quais possa ser vertido o óleo santo para ser uma alegria e bênção para os corações humanos.
Cristo tomou todas as providências para que Sua igreja seja um corpo transformado, iluminado pela Luz do mundo, possuindo a glória de Emanuel. É Seu propósito que cada cristão esteja envolto numa atmosfera espiritual de
luz e paz. Deseja que revelemos em nossa vida a Sua própria alegria. A habitação do Espírito em nós será manifestada pelo amor celestial que de nós dimanará. A plenitude divina fluirá pelo consagrado agente humano, para ser partilhada com outros.
O Sol da Justiça traz salvação "debaixo das Suas asas". Mal. 4:2. Assim todo verdadeiro discípulo deve difundir uma influência de vida, ânimo, auxílio e verdadeira salvação.
A religião de Cristo significa mais que o perdão dos pecados; significa  remover nossos pecados e encher o vácuo com as graças do Espírito Santo. Significa iluminação divina e regozijo em Deus. Significa um coração despojado do próprio eu e abençoado pela presença de Cristo. Quando Cristo reina na alma há pureza e libertação do pecado. A glória, a plenitude, a perfeição do plano do evangelho são cumpridas na vida. A aceitação do Salvador traz paz perfeita, perfeito amor, segurança perfeita. A beleza e fragrância do caráter de Cristo manifestadas na vida, testificam de que em verdade Deus enviou Seu Filho ao mundo para o salvar.
Cristo não manda Seus seguidores esforçarem-se para brilhar. Diz: Resplandeça a vossa luz. Se tendes recebido a graça de Deus, a luz está em vós. Removei os empecilhos, e a glória do Senhor será revelada. A luz resplandecerá para penetrar e dissipar a escuridão. Não podeis deixar de brilhar dentro do círculo de vossa influência.
A revelação da glória do Senhor na forma humana, trará o Céu tão perto dos homens, que a beleza que adorna o templo interior será vista em todos em que o Salvador habita. Os homens serão cativados pela glória de um Cristo que vive em nós. E em torrentes de louvor e ações de graças dos muitos assim ganhos para Deus, refluirá glória para o grande Doador.
"Levanta-te, resplandece, porque já vem a tua luz, e a glória do Senhor vai nascendo sobre ti." Isa. 60:1. Esta mensagem é dada aos que saem ao encontro do esposo. Cristo vem com poder e grande glória. Vem com Sua própria glória e com a glória do Pai. Vem com todos os santos anjos. Ao passo que o mundo todo estará mergulhado em trevas, haverá luz em todos os lares dos santos. Eles hão de captar os primeiros raios de luz de Sua segunda vinda. A imaculada luz resplandecerá em Seu esplendor, e Cristo, o Redentor, será admirado por todos os que O serviram. Ao passo que os ímpios fugirão de Sua presença, os seguidores de Cristo rejubilarão. Vislumbrando o tempo do segundo advento de Cristo, disse o patriarca Jó: "Vê-Lo-ei por mim mesmo, e os meus olhos, e não outros, O verão." Jó 19:27. Dos fiéis seguidores, Cristo tem sido companheiro diário, amigo familiar. Viveram em contato íntimo, em comunhão constante com Deus. A glória de Deus resplandeceu sobre eles. Refletiu-se neles a luz do conhecimento da glória de Deus, na face de Jesus Cristo. Agora se regozijam nos raios não ofuscados do resplendor e glória do Rei, em Sua majestade. Estão preparados para a comunhão do Céu; pois têm o Céu no coração.
De fronte erguida, os brilhantes raios do Sol da Justiça sobre eles resplandecendo, com júbilo porque sua redenção se aproxima, saem ao encontro do Esposo, dizendo: "Eis que Este é o nosso Deus, a quem aguardávamos, e Ele nos salvará." Isa. 25:9. "E ouvi como que a voz de uma grande multidão, e como que a voz de muitas águas, e como que a voz de grandes trovões, que dizia: Aleluia! Pois já o Senhor, Deus todo-poderoso, reina. Regozijemo-nos, e alegremo-nos, e demos-Lhe glória, porque vindas são as bodas do Cordeiro, e já a Sua esposa se aprontou. ... E disse-me: Escreve: Bem-aventurados aqueles que são chamados à ceia das bodas do Cordeiro." Apoc. 19:6, 7 e 9. "Porque é o Senhor dos senhores e o Rei dos reis; vencerão os que estão com Ele, chamados, eleitos e fiéis." Apoc. 17:14.

EGW - Parábolas de Jesus, cap. "A Recompensa Merecida"

sexta-feira, 8 de abril de 2011

O Dia da Expiação

Achamo-nos no grande dia de expiação, quando nossos pecados devem, pela confissão e o arrependimento, ir de antemão ao juízo. Deus não aceita agora um testemunho frouxo, sem vigor da parte de Seus ministros. Tal testemunho não seria verdade presente. A mensagem para estes dias precisa ser alimento a seu tempo para nutrir a igreja de Deus. Mas Satanás tem procurado gradualmente roubar o poder desta mensagem, para que o povo não esteja preparado para subsistir no dia do Senhor.
Em 1844 nosso grande Sumo Sacerdote entrou no lugar santíssimo do santuário celeste, para iniciar a obra do juízo investigativo. Os casos dos justos mortos têm estado a passar em revista diante de Deus. Quando esta obra se completar, o juízo deve ser pronunciado sobre os vivos. Quão preciosos, quão importantes são estes solenes momentos! Cada um de nós tem um caso impendente no tribunal celeste. Temos, individualmente, de ser julgados pelos atos praticados no corpo. No serviço simbólico, quando era efetuada a obra da expiação pelo sumo sacerdote no lugar santíssimo do santuário terrestre, requeria-se do povo que afligisse sua alma diante de Deus, e confessasse seus pecados, para que fossem expiados e apagados. Será exigido menos de nós neste dia antitípico de expiação, quando Cristo está intercedendo por Seu povo no santuário celeste, e deverá ser proferida a decisão final, irrevogável sobre cada caso?
Qual é nosso estado neste terrível e solene tempo? Ai, que orgulho prevalece na igreja, que hipocrisia, que engano, que amor ao vestuário, à frivolidade e ao divertimento, que desejo de supremacia! Todos esses pecados têm obscurecido a mente, de modo que as coisas eternas não têm sido discernidas. Não pesquisaremos as Escrituras, para sabermos onde nos encontramos na história deste mundo? Não nos tornaremos esclarecidos quanto à obra que se está efetuando por nós neste tempo, e a atitude que nós como pecadores devemos ter enquanto esta obra de expiação está em andamento? Se temos qualquer consideração pela salvação de nossa alma, precisamos fazer decidida mudança. Precisamos buscar ao Senhor com genuíno arrependimento; importa que, com profunda contrição de alma, confessemos nossos pecados, para que sejam apagados.
É preciso não ficarmos por mais tempo no terreno encantado. Aproximamo-nos rapidamente do fim do nosso tempo de graça. Indague cada alma: Como estou eu perante Deus? Não sabemos quão breve nosso nome pode ser tomado nos lábios de Cristo, e nosso caso ser finalmente decidido. Quais, oh! quais serão essas decisões! Seremos nós contados entre os justos, ou numerados entre os ímpios?  

EGW - Mensagens Escolhidas, vol. 1, pág. 124 - 126

sábado, 12 de março de 2011

O que é reavivamento e reforma espirituais?

ASN - PORTUGUÊS
Qua, 09 de Março de 2011 16:28
O período pós-Conferência Geral de Atlanta, EUA (junho-julho de 2010), tem se caracterizado por uma forte ênfase na busca de um reavivamento e uma reforma espiritual entre os obreiros e demais membros da igreja. Tal ênfase é uma resposta humana positiva ao apelo divino contido na promessa de 2 Crônicas 7:14: “se o meu povo, que se chama pelo meu nome, se humilhar, e orar, e me buscar, e se converter dos seus maus caminhos, então, eu ouvirei dos céus, perdoarei os seus pecados e sararei a sua terra.” Sem dúvida, “um reavivamento da verdadeira piedade entre nós” é “a maior e a mais urgente de todas as nossas necessidades. Buscá-lo, deve ser nossa primeira ocupação.” – Mensagens Escolhidas, vol. 1, p. 121.

Ellen G. White acrescenta: “Precisa haver um reavivamento e uma reforma, sob a ministração do Espírito Santo. Reavivamento e reforma são duas coisas diversas. Reavivamento significa renovação da vida espiritual, um avivamento das faculdades da mente e do coração, uma ressurreição da morte espiritual. Reforma significa uma reorganização, uma mudança nas ideias e teorias, hábitos e práticas. A reforma não trará o bom fruto da justiça a menos que seja ligada com o reavivamento do Espírito. Reavivamento e reforma devem efetuar a obra que lhes é designada, e no realizá-la, precisam fundir-se.” – Mensagens Escolhidas, vol. 1, p. 128.

Podemos compreender melhor o assunto se tivermos em mente que reavivamento é a causa ou motivação, e que reforma é o efeito ou consequência. Ambas devem andar juntas, pois reavivamento sem reforma é mera ilusão espiritual; e reforma sem reavivamento não passa de um formalismo ético. Portanto, é indispensável que consideremos ambos os conceitos com suas respectivas implicações.

Reavivamento (causa/motivação)

O conceito de “reavivamento” espiritual é amplo e multifacetado, com muitos desdobramentos. Mas, independente do ângulo em que se aborde o tema, jamais poderíamos perder de vista quatro de suas características fundamentais.

1. Reconhecimento da malignidade do pecado

No mundo em que vivemos, temos “cerveja sem álcool”, “café descafeinado” e supostos “pecados despecaminados”. Muitos “terapeutas do púlpito” não mais estimulam os pecadores a se arrependerem de seus próprios pecados, mas apenas tentam ajudá-los a superar os traumas emocionais provocados pelos pecados dos outros, distribuindo incontáveis “analgésicos espirituais”. Em outras palavras, muitos hoje não admitem mais a pecaminosidade do sua própria natureza humana.

As culturas se transformam ao longo dos séculos, mas o pecado jamais perde a sua malignidade com o transcurso do tempo. Isaías 59:2 adverte: “Mas as vossas iniquidades fazem separação entre vós e o vosso Deus; e os vossos pecados encobrem o seu rosto de vós, para que vos não ouça.” Sem uma clara compreensão da pecaminosidade do pecado, o pecador nunca sentirá necessidade de uma genuína conversão pessoal, pois “os sãos não precisam de médico, e sim os doentes” (Mt 9:12). Portanto, o verdadeiro reavivamento destrona o orgulho pessoal, levando o pecador a reconhecer a profunda malignidade dos seus próprios pecados.

2. Sede de Deus
No Salmo 42:1-2 lemos: “Como suspira a corça pelas correntes das águas, assim, por ti, ó Deus, suspira a minha alma. A minha alma tem sede de Deus, do Deus vivo; quando irei e me verei perante a face de Deus?”

O “Prefácio dos Editores” de O Desejado de Todas as Nações, p. 13, declara: “No coração de todo homem, seja qual for a raça a que pertença ou a posição que ocupe na vida, existe um inexprimível anseio de qualquer coisa que ainda não possui. Este anseio é implantado na própria constituição do homem por um Deus misericordiosos, para que ele não se satisfaça com seu estado atual e suas consecuções presentes, sejam elas más, boas ou ótimas. É desejo de Deus que a humanidade procure o melhor e o encontre, para bem-aventurança eterna de sua alma. / Em vão procuram os homens satisfazer esse desejo com prazeres, fortuna, conforto, fama, poder; os que assim procedem têm verificado que todas essas coisas, fartando os sentidos, deixam a alma tão vazia e descontente como antes. / É desígnio de Deus que esse anseio do coração humano o guie Àquele que, unicamente, é capaz de o satisfazer. Vem dEle esse desejo, para que possa conduzir a Ele, a plenitude e cumprimento do mesmo desejo. Essa plenitude encontra-se em Jesus Cristo, o Filho do Eterno Deus.”

Nossa civilização ocidental se caracteriza por uma sede desenfreada de sexo, violência e misticismo, onde o amor ao lazer e ao prazer estão suplantando os valores bíblicos. As pessoas gastam hoje grande parte do seu tempo com a mídia e a socialização, sem tempo para as prioridades espirituais. Mas o verdadeiro reavivamento leva o ser humano a ter sede de Deus.

3. Comunhão com Deus
Isaías 55:6-9 diz: “Buscai o Senhor enquanto se pode achar, invocai-o enquanto está perto. Deixe o perverso o seu caminho, o iníquo, os seus pensamentos; converta-se ao Senhor, que se compadecerá dele, e volte-se para o nosso Deus, porque é rico em perdoar. Porque os meus pensamentos não são os vossos pensamentos, nem os vossos caminhos, os meus caminhos, diz o Senhor, porque, assim como os céus são mais altos do que a terra, assim são os meus caminhos mais altos do que os vossos caminhos, e os meus pensamentos, mais altos do que os vossos pensamentos.”

As palavras do texto anterior suscitam algumas indagações: Como você se sentiria se seus pensamentos se tornassem audíveis? Como ficaria sua imagem pública se, por onde você andasse, todas as pessoas ouvissem os seus pensamentos mais íntimos? Mesmo que os demais seres humanos não conheçam os nossos pensamentos, Deus os conhece e deseja colocá-los em sintonia com Sua Palavra. Para isso, necessitamos uma conversão diária que nos faça novas criaturas (2Co 5:17) com “a mente de Cristo” (1Co 2:16). O verdadeiro reavivamento nos leva a buscar constantemente a Deus através da oração e do estudo da Bíblia.

4. Abandono do desejo de supremacia
Os discípulos de Cristo tinham dificuldade de entender a natureza do reino que Ele viera estabelecer. Certa ocasião eles chegaram mesmo a discutir “entre si sobre qual era o maior”; e Cristo lhes advertiu: “Se alguém quer ser o primeiro, será o último e servo de todos” (Mc 9:34-35). Em outra ocasião, Cristo afirmou: “Em verdade vos digo que vós, os que me seguistes, quando, na regeneração, o Filho do homem se assentar no trono da sua glória, também vos assentareis em doze tronos para julgar as doze tribos de Israel” (Mt 19:28). Motivados aparentemente por esta declaração, Tiago e João, acompanhados de sua mãe (Mt 20:20), pediram a Cristo: “Permite-nos que, na tua glória, nos assentemos um à tua direita e outro à tua esquerda.” Mas Este lhes disse: “Sabeis que os que são considerados governadores dos povos têm-nos sob seu domínio, e sobre eles os seus maiorais exercem autoridade. Mas entre vós não é assim; pelo contrario, quem quiser tornar-se grande entre vós, será esse o que vos sirva; e quem quiser ser o primeiro entre vós será servo de todos” (Mc 10:37, 42-44).

Sob a poderosa influência do Espírito Santo, os discípulos deixaram de lado todo o desejo de supremacia e de grandeza, perseverando “unânimes” (At 2:46). Em outras palavras, “haviam deixado de ser um grupo de unidades independentes, ou elementos discordantes em conflito. Sua esperança não mais repousava sobre a grandeza terrestre.” – Atos dos Apóstolos, p. 45. Portanto, o verdadeiro reavivamento gera o abandono do desejo de supremacia pessoal e promove a unidade entre os crentes.

Uma vez que reavivamento sem reforma é mera ilusão, é indispensável considerarmos também a questão da reforma na vida espiritual.

Reforma (efeito/consequência)

A reforma espiritual, gerada pelo verdadeiro reavivamento, provoca grandes mudanças comportamentais na vida cristã, dentre as quais destacaremos cinco que podem ser consideradas básicas.

1. Sensibilidade espiritual
O apóstolo Paulo afirma que “o homem natural não aceita as coisas do Espírito de Deus, porque lhe são loucura; e não pode entendê-las, porque elas se discernem espiritualmente” (1Co 2:14). Mas “estando nós mortos” em nossos delitos e pecados, Deus nos ressuscitou espiritualmente e “nos deu vida juntamente com Cristo” (Ef 2:1, 5-6). Portanto, a reforma motivada pelo reavivamento desenvolve maior sensibilidade para com as questões espirituais.

2. Mudança de ênfase
O mundo pós-moderno em que vivemos estimula a satisfação dos gostos e instintos pessoais acima dos princípios divinos. Neste contexto, muitos cristãos hoje querem ser salvos nos seus pecados, mas não dos seus pecados. Devemos reconhecer, no entanto, que os gostos e instintos pessoais nem sempre estão em harmonia com a vontade de Deus (ver Is 55:8-9), pois “há caminho que ao homem parece direito, mas ao cabo dá em caminhos de morte” (Pv 14:12). Por contraste, a reforma motivada pelo reavivamento gera uma mudança de ênfase: dos gostos pessoais para a conformidade com os princípios divinos.

3. Redefinição no estilo de vida
George R. Knight contrastou certa ocasião a pergunta anticristã com a cristã. A pergunta anticristã é: “Posso fazer isso no sábado e ainda ser salvo?” Em outras palavras, a pessoa quer aproveitar ao máximo o mundo, sem perder a salvação. Já a pergunta cristã é: “Qual a melhor maneira de observar o sábado?” Enquanto a primeira (anticristã) é a religião das exceções humanas; a outra (cristã) é a religião dos ideais divinos. Neste contexto, a reforma motivada pelo reavivamento promove uma redefinição no estilo de vida: das exceções humanas para a harmonia com os ideais divinos.

4. Compromisso com a pregação do evangelho
Cristo definiu o genuíno cristão como aquele que permite que o Espírito Santo o guie “a toda a verdade” (Jo 16:13); que vive em conformidade com “toda palavra que procede da boca de Deus” (Mt 4:4); e que se dedica a ensinar os outros “a guardar todas as coisas que vos tenho ordenado” (Mt 28:20). Cristo instou reiteradas vezes que o evangelho eterno deveria ser pregado, em toda a sua abrangência, “por todo o mundo, para testemunho a todas as nações” (Mt 24:14); “a cada nação, e tribo, e língua, e povo” (Ap 14:6); “a toda a criatura” (Mc 16:15); e isto “até aos confins da terra” (At 1:8). Sem dúvida, a reforma motivada pelo reavivamento leva cada genuíno cristão a um maior compromisso com a missão global de pregar o evangelho eterno a todos os seres humanos.

5. Transição do modelo competitivo para o modelo cooperativo
O mundo em que vivemos é altamente competitivo, e seus habitantes sempre disputam entre si quem é “o maior” (Mc 9:34). Essa disputa acaba polarizando os seres humanos entre um grupo de orgulhosos vencedores e outro grupo de frustrados perdedores. Dentro do cenário do grande conflito cósmico entre o bem e o mal, não há terreno neutro (ver Mt 12:30; Tg 4:4), e os cristãos devem competir contra o “império das trevas” (Cl 1:13) e “as forças espirituais do mal” (Ef 6:12). Mas mesmo competindo contra o mundo, os cristãos devem ser unidos entre si e cooperadores uns com os outros (ver João 17:20-23). E a reforma motivada pelo reavivamento estimula a transição, entre os cristãos, do modelo competitivo para o modelo cooperativo.

Considerações finais
O reavivamento e a reforma precisam andar juntos como a causa e o efeito, a motivação e a consequência. O verdadeiro reavivamento espiritual leva o pecador a (1) reconhecer a malignidade do pecado; (2) ter sede de Deus; (3) manter comunhão com Deus; e (4) abandonar o desejo de supremacia. Por sua vez, a reforma espiritual, gerada pelo reavivamento, produz no cristão (1) maior sensibilidade espiritual; (2) uma mudança de ênfase: dos gostos pessoais para os princípios divinos; (3) uma redefinição no estilo de vida: das exceções humanas para os ideais divinos; (4) um compromisso com a pregação do evangelho eterno; bem como (5) a transição do modelo competitivo para o modelo cooperativo.
Todo esse processo é motivado pelo desejo de ser mais semelhante a Cristo, e a imitar o exemplo do apostolo Paulo quando disse: “Não que eu tenha já recebido ou tenha já obtido a perfeição; mas prossigo para conquistar aquilo para o que também fui conquistado por Cristo Jesus. Irmãos, quanto a mim, não julgo havê-lo alcançado; mas um coisa faço: esquecendo-me das coisas que para trás ficam e avançando para as que diante de mim estão, prossigo para o alvo, para o prêmio da soberana vocação de Deus em Cristo Jesus.” (Fp 3:12-14). Portanto, o reavivamento e a reforma são um processo de constante crescimento em Cristo, crescimento este que prossegue durante toda a vida, até que “este corpo corruptível se revista da incorruptibilidade” (1Co 15:53). Só então terminará nossa batalha contra o pecado!

Pastor Alberto R. Timm é reitor do Seminário Adventista Latino-Americano de Teologia e Coordenador do Espírito de Profecia da sede sul-americana da Igreja Adventista do Sétimo Dia

Portal Adventista 

quarta-feira, 9 de março de 2011

Fortalece Tua Igreja

Para cantar e orar...


Ó SENHOR, ouvi falar do que tens feito e estou cheio de temor. Faze agora, em nosso tempo, as coisas maravilhosas que fizeste no passado, para que nós também as vejamos. Mesmo que estejas irado, tem compaixão de nós! ... Ainda que as figueiras não produzam frutas, e as parreiras não dêem uvas; ainda que não haja azeitonas para apanhar nem trigo para colher; ainda que não haja mais ovelhas nos campos nem gado nos currais, mesmo assim eu darei graças ao SENHOR e louvarei a Deus, o meu Salvador. O SENHOR Deus é a minha força. Ele torna o meu andar firme como o de uma corça e me leva para as montanhas, onde estarei seguro. Habacuque 3:2, 17-19 

terça-feira, 8 de março de 2011

A Igreja Desperta e Arrependida

Levante-se a igreja e arrependa-se de suas prevaricações diante de Deus. Levantem-se os vigias, e dêem à trombeta sonido certo. É uma advertência definida que temos de proclamar. Deus ordena a Seus servos: "Clama em alta voz, não te detenhas, levanta a tua voz como a trombeta e anuncia ao Meu povo a sua transgressão, e à casa de Jacó os seus pecados." Isa. 58:1. A atenção do povo precisa ser atraída; a menos que se possa fazer isto, todos os esforços serão nulos; ainda que viesse um anjo do Céu e lhes falasse, suas palavras não operariam mais benefício do que se ele estivesse falando ao frio ouvido de um morto.
A igreja precisa despertar para a ação. O Espírito de Deus nunca poderá vir enquanto ela não preparar o caminho. Deve haver diligente exame de coração. Deve haver oração unida e perseverante, e o reclamar, pela fé, as promessas de Deus. Deve haver, não o cobrir o corpo de saco, à semelhança da antiguidade, mas profunda humilhação de alma. Não temos a mínima razão para congratulação e exaltação própria. Devemos humilhar-nos sob a potente mão de Deus. Ele aparecerá para confortar e dar bênçãos aos que deveras buscam.
A obra está diante de nós; empenhar-nos-emos nela? Precisamos trabalhar depressa, precisamos avançar constantemente. Temos de preparar-nos para o grande dia do Senhor. Não temos tempo a perder, tempo para empenhar-nos em desígnios egoístas. O mundo deve ser advertido. Que estamos fazendo, como indivíduos, para levar a luz a outros? Deus deixou a cada homem sua obra; cada um tem sua parte a desempenhar, e não podemos negligenciar essa obra senão com risco para nossa alma.
Ó meus irmãos, entristecereis o Espírito Santo, e dareis lugar a que Ele Se afaste? Deixareis fora o bendito Salvador, por não estardes preparados para Sua presença? Deixareis almas perecer sem o conhecimento da verdade, porque amais demasiado vossa comodidade para levardes o fardo que Jesus carregou por vós? Despertemos do sono. "Sede sóbrios; vigiai; porque o diabo, vosso adversário, anda em derredor, bramando como leão, buscando a quem possa tragar." I Ped. 5:8. Review and Herald, 22 de março de 1887.

EGW - Mensagens Escolhidas, vol. 1, pág. 126

domingo, 6 de março de 2011

Desperta, ó tu que dormes!

Sede, pois, imitadores de Deus, como filhos amados;

e andai em amor, como também Cristo nos amou e se entregou a si mesmo por nós, como oferta e sacrifício a Deus, em aroma suave.

Mas a impudicícia e toda sorte de impurezas ou cobiça nem sequer se nomeiem entre vós, como convém a santos;

nem conversação torpe, nem palavras vãs ou chocarrices, coisas essas inconvenientes; antes, pelo contrário, ações de graças.

Sabei, pois, isto: nenhum incontinente, ou impuro, ou avarento, que é idólatra, tem herança no reino de Cristo e de Deus.

Ninguém vos engane com palavras vãs; porque, por essas coisas, vem a ira de Deus sobre os filhos da desobediência.

Portanto, não sejais participantes com eles.

Pois, outrora, éreis trevas, porém, agora, sois luz no Senhor; andai como filhos da luz

(porque o fruto da luz consiste em toda bondade, e justiça, e verdade),

provando sempre o que é agradável ao Senhor.

E não sejais cúmplices nas obras infrutíferas das trevas; antes, porém, reprovai-as.

Porque o que eles fazem em oculto, o só referir é vergonha.

Mas todas as coisas, quando reprovadas pela luz, se tornam manifestas; porque tudo que se manifesta é luz.

Pelo que diz: Desperta, ó tu que dormes, levanta-te de entre os mortos, e Cristo te iluminará.

Portanto, vede prudentemente como andais, não como néscios, e sim como sábios,

remindo o tempo, porque os dias são maus.

Por esta razão, não vos torneis insensatos, mas procurai compreender qual a vontade do Senhor.
(ver 1 Tes. 4:3,7)

E não vos embriagueis com vinho, no qual há dissolução, mas enchei-vos do Espírito,

falando entre vós com salmos, entoando e louvando de coração ao Senhor com hinos e cânticos espirituais,

dando sempre graças por tudo a nosso Deus e Pai, em nome de nosso Senhor Jesus Cristo,

sujeitando-vos uns aos outros no temor de Cristo.

EFÉSIOS 5:1-21

domingo, 2 de janeiro de 2011

Nossa maior necessidade!

Um reavivamento da verdadeira piedade entre nós, eis a maior e a mais urgente de todas as nossas necessidades. Buscá-lo, deve ser nossa primeira ocupação. Importa haver diligente esforço para obter a bênção do Senhor, não porque Deus não esteja disposto a outorgá-la, mas porque nos encontramos carecidos de preparo para recebê-la. Nosso Pai celeste está mais disposto a dar Seu Espírito Santo àqueles que Lho peçam, do que pais terrenos o estão a dar boas dádivas a seus filhos. Cumpre-nos, porém, mediante confissão, humilhação, arrependimento e fervorosa oração, cumprir as condições estipuladas por Deus em Sua promessa para conceder-nos Sua bênção. Só podemos esperar um reavivamento em resposta à oração. Enquanto o povo se acha tão destituído do Espírito Santo de Deus, não pode apreciar a pregação da Palavra; mas quando o poder do Espírito lhes toca o coração, então os sermões não ficarão sem efeito. Guiados pelos ensinos da Palavra de Deus, com a manifestação de Seu Espírito, no exercício de sã discrição, os que assistem a nossas reuniões adquirirão preciosa experiência e, voltando ao lar, acham-se preparados para exercer saudável influência.

EGW - Mensagens Escolhidas, vol. 1, pág. 121
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