Herdeiro do Reino

Ó tu, herdeiro do reino celeste, por que dormitas tão perto do lar?
Rompe as cadeias que ao mundo te prendem! Vem logo a Cristo que te há de salvar!

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sábado, 16 de fevereiro de 2013

Estilo de Vida e Conduta Cristã





Cristo aguarda com fremente desejo a manifestação de Si mesmo em Sua igreja. Quando o caráter de Cristo se reproduzir perfeitamente em Seu povo, então virá para reclamá-los como Seus.
Parábolas de Jesus, 69
 
 




Aquelas almas produziram frutos dignos de arrependimento. Creram e foram batizadas, e levantaram-se para andar em NOVIDADE DE VIDA – como NOVAS CRIATURAS em Cristo Jesus; não para se conformarem aos desejos anteriores, mas, pela fé no Filho de Deus, seguir-Lhe os passos, REFLETIR-LHE O CARÁTER, e purificar-se assim como Ele é puro. As coisas que antes odiavam, agora amavam; e as que antes amavam, passam a odiar. Os orgulhosos e presunçosos tornaram-se mansos e humildes de coração. Os vaidosos e arrogantes se fizeram graves e acessíveis. Os profanos se tornaram reverentes, sóbrios os ébrios, os devassos puros. As modas vãs do mundo foram postas de parte. Os cristãos procuravam não o “enfeite... exterior, no frisado dos cabelos, no uso de jóias de ouro, na compostura dos vestidos; mas o homem encoberto no coração; no incorruptível trajo de um espírito manso e quieto, que é precioso diante de deus.” 1 Pedro3:3-4  O Grande Conflito, 463 e 464 (A Vida que Satisfaz – Como Alcançar Paz de Alma)




Cristo procura reproduzir-Se no coração dos homens; e faz isto por intermédio daqueles que nEle crêem. O objetivo da vida cristã é a frutificação - a reprodução do caráter de Cristo no crente, para que Se possa reproduzir em outros.
A planta não germina, não cresce, nem produz frutos para si mesma, mas para "dar semente ao semeador, e pão ao que come". Isa. 55:10. Igualmente ninguém deve viver para si mesmo. O cristão está no mundo como representante de Cristo para a salvação de outros.
Na vida que se centraliza no eu não pode haver crescimento nem frutificação. Se aceitastes a Cristo como Salvador pessoal, deveis esquecer-vos e procurar auxiliar a outros. Falai do amor de Cristo, contai de Sua bondade. Cumpri todo dever que se vos apresenta. Levai sobre o coração o peso da salvação das pessoas, e tentai salvar os perdidos por todos os meios possíveis. Recebendo o Espírito de Cristo - o espírito do amor abnegado e do sacrifício por outrem - crescereis e produzireis fruto. As graças do Espírito amadurecerão em vosso caráter. Vossa fé aumentará; vossas convicções aprofundar-se-ão, vosso amor será mais perfeito. Mais e mais refletireis a semelhança de Cristo em tudo que é puro, nobre e amável.
"O fruto do Espírito é: amor, alegria, paz, longanimidade, benignidade, bondade, fidelidade, mansidão, domínio próprio." Gál. 5:22 e 23. Este fruto jamais perecerá, antes produzirá uma colheita de sua espécie para a vida eterna.
"Quando já o fruto se mostra, mete-lhe logo a foice, porque está chegada a ceifa." Mar. 4:29. Cristo aguarda com fremente desejo a manifestação de Si mesmo em Sua igreja. Quando o caráter de Cristo se reproduzir perfeitamente em Seu povo, então virá para reclamá-los como Seus.
Todo cristão tem o privilégio, não só de esperar a vinda de nosso Senhor Jesus Cristo, como também de apressá-la. (II Ped. 3:12.) Se todos os que professam Seu nome produzissem fruto para Sua glória, quão depressa não estaria o mundo todo semeado com a semente do evangelho! Rapidamente amadureceria a última grande seara e Cristo viria recolher o precioso grão. Parábolas de Jesus, pág. 67 - 69

Foi-me mostrado nosso perigo como um povo, de nos assemelharmos ao mundo, e não à imagem de Cristo. Achamo-nos agora nas próprias fronteiras do mundo eterno; mas é desígnio do adversário de nossa alma levar-nos a adiar para longe o fim do tempo.
Satanás assaltará de todas as maneiras possíveis os que professam ser observadores dos mandamentos de Deus, e estar aguardando a segunda vinda de nosso Salvador nas nuvens do céu, com poder e grande glória. Ele levará o maior número possível a adiarem o dia mau e tornarem-se em espírito semelhantes ao mundo, imitando-lhe os costumes. Senti-me alarmada quando vi que o espírito do mundo controlava o coração e a mente de muitos que fazem alta profissão da verdade. Abrigam o egoísmo e a condescendência consigo mesmos; mas não cultivam a verdadeira piedade e a genuína integridade. Conselhos Para a Igreja, 84 / Testemunhos Seletos, vol. 1, pág. 503


A própria imagem de Deus tem de ser reproduzida na humanidade. A honra de Deus, a honra de Cristo, acha-se envolvida no aperfeiçoamento do caráter de Seu povo. O Desejado de Todas as Nações, 671



Há esperança para cada um de nós, mas de uma só maneira - apegando-nos a Cristo e empregando toda energia para obter a perfeição de Seu caráter. Essa religião piegas que faz pouco do pecado, e só realça o amor de Deus pelo pecador, encoraja os pecadores a crer que Deus os salvará enquanto continuarem no pecado, sabendo que é pecado. É isso que estão fazendo muitos que professam crer na verdade presente. A verdade é mantida à parte de sua vida e essa é a razão pela qual não mais tem o poder de convencer e converter a alma. Deve haver um esforço de cada nervo, fibra e músculo para deixar o mundo, seus costumes, práticas e modas.
Carta 53, 1887 [citada na meditação matinal “Cristo Triunfante”, 2002 – 15 de março]


 

terça-feira, 16 de outubro de 2012

Pr. Wilson Paroschi - mensagem importante!!

 Mensagem de tremenda importância.... não deixe de assistir! O Pr. Wilson Paroschi fala sobre os dois tipos de pecado. Foi a primeira vez após nove anos na igreja que ouvi esta abordagem. Achei tremendamente essencial e por isso estou partilhando aqui neste espaço.



sexta-feira, 17 de agosto de 2012

SANTIFICAÇÃO

 Nota teológica da Bíblia de Estudo de Genebra a respeito da santificação.Ver observação no final da postagem sobre a expressão "viverem no corpo" que aparece no último parágrafo.
 
 
SANTIFICAÇÃO: O ESPÍRITO E A CARNE
 
“Tais fostes alguns de vós; mas vos lavastes, mas fostes santificados, mas fostes justificados em o nome do Senhor Jesus Cristo e no Espírito do nosso Deus” (1Co 6.11)
De acordo com o Breve Catecismo de Westminster (P. 35), a santificação é “obra da livre graça de Deus, pela qual somos renovados em todo o nosso ser, segundo a imagem de Deus, e habilitados a morrer cada vez mais para o pecado e a viver para a retidão”. É uma mudança contínua operada por Deus em nós, livrando-nos dos hábitos pecaminosos e formando em nós afeições, disposições e virtudes semelhantes às de Cristo. Isso não significa que o pecado seja instantaneamente erradicado, porém é mais do que uma ação contrária pela qual o pecado seja apenas restringido ou reprimido, sem ser progressivamente destruído. A santificação é uma real transformação, não mera aparência.
O significado básico de "santificar" é separar para Deus, para seu uso. Porém Deus opera naqueles a quem ele reivindica como sua propriedade, de maneira a torná-los semelhantes à "imagem de seu Filho" (Rm 8.29). Essa renovação moral, pela qual somos crescentemente mudados naquilo que éramos outrora, ocorre pela ação do Espírito que habita em nós (Rm 8.11, 12.1-2; 1Co 6.11,19-20; 2Co 3.18; Ef 4.22-24; 1Ts 5.23; 2Ts 2.13; Hb 13.20-21). Deus chama seus filhos para a santidade e, graciosamente, lhes dá o que ele mesmo exige (1Ts 4.4; 5.23-24).
Regeneração é nascimento; santificação é crescimento. Na regeneração, Deus implanta em nós desejos que antes não tínhamos; desejo por Deus, desejos pela santidade, de glorificar o nome de Deus no mundo; desejo de orar, de cultuar: desejo de amar e de fazer bem aos outros. Na santificação, o Espírito "efetua em nós tanto o querer como o realizar, segundo a sua boa vontade", que capacita o seu povo para cumprir seus novos e santos desejos (Fp 2.12- 13). Os cristãos se tornam crescentemente semelhantes a Cristo, quando o perfil moral de Jesus (o "fruto do Espírito") é progressivamente formado neles (2Co 3.18; Gl 4.19; 5.22-25).
A regeneração é um ato instantâneo de Deus, que leva a pessoa da morte espiritual para a vida. É obra exclusiva de Deus. A santificação é um processo constante, que depende da ação contínua de Deus no crente, e consiste na contínua luta do crente contra o pecado. O método de santificação usado por Deus não é nem ativismo (atividade autoconfiante), nem apatia (passividade confiante em Deus), mas esforço humano dependente de Deus (2Co 7.1; Fp 3.10-14; Hb 12.14). Sabendo que sem a capacitação dada por Cristo não podemos fazer boas obras, mas também sabendo que ele está pronto a fortalecer-nos em tudo o que devemos fazer (Fp 4.13), nós "permanecemos" em Cristo, pedindo constantemente seu auxílio – e o recebemos (Cl 1.11;  1Tm 1.12; 2Tm 1.7; 2.1).
A obra divina de santificação segue o padrão da lei moral revelada por Deus, exposta e exemplificada pelo próprio Cristo. O amor, a humildade e a paciência de Cristo constituem o supremo padrão para os cristãos (Rm 13.10; Ef 5.2; Fp 2.5-11; 2Pe 2.21).
Os crentes encontram dentro de si mesmos impulsos contraditórios. O Espírito sustenta seus desejos e propósitos  regenerados, porém seus instintos decaídos (a "carne") obstruem o caminho deles e os arrastam para trás. O conflito entre "carne" e Espírito é intenso. Paulo diz que é incapaz de fazer o que é certo e incapaz de evitar fazer o que é errado (Rm 7.14-25). Esse conflito e frustração acompanharão os cristãos enquanto viverem no corpo*. Contudo, vigiando e orando contra a tentação e cultivando virtudes opostas ao pecado, eles podem, através da ajuda do Espírito, "mortificar" maus hábitos específicos (Rm 8.11-13; Cl 3.5). Assim, os cristãos experimentarão muitos livramentos e vitórias específicos em sua batalha contra o pecado, ao mesmo tempo em que não são expostos a tentações que não possam resistir (1Co 1 0.13).
 
Nota teológica da Bíblia de Estudo de Genebra, 1ª ed., p.1352

*A expressão "viverem no corpo" deve estar ligada a ideia errada de que há uma separação entre corpo e espírito e que no futuro,  após a volta de Cristo, os salvos não terão um corpo físico. A Bíblia não ensina desta forma. Paulo afirma que por ocasião da volta de Cristo "seremos transformados... porque é necessário que este corpo corruptível se revista da incorruptibilidade, e que o corpo mortal se revista da imortalidade"  e que os que morreram em Cristo "ressuscitarão incorruptíveis" (1Co 15.51-53).

quarta-feira, 10 de agosto de 2011

A Lei da Contemplação

"Tenha cuidado com o que você pensa, pois a sua vida é dirigida pelos seus pensamentos." Provérbios 4:23 (NTLH)

É lei, tanto da natureza intelectual como da espiritual, que, pela contemplação, nos transformamos. O espírito gradualmente se adapta aos assuntos com os quais lhe é permitido ocupar-se. Identifica-se com aquilo que está acostumado a amar e reverenciar. O Grande Conflito, pág. 555

Se nós mesmos nos colocamos sob influências objetáveis, poderemos esperar que Deus opere um milagre para desfazer os resultados de nossa atitude errada? De maneira nenhuma. Vida no Campo, pág. 25

Temos uma obra a fazer a fim de resistirmos à tentação. Aqueles que não querem ser presa dos ardis de Satanás devem bem guardar as entradas da alma; devem evitar ler, ver, ou ouvir aquilo que sugira pensamentos impuros.
A mente não deve ser deixada a divagar ao acaso em todo o assunto que o adversário das almas possa sugerir.
"Cingindo os lombos do vosso entendimento", diz o apóstolo Pedro, "sede sóbrios, ... não vos conformando com as concupiscências que antes havia em vossa ignorância; mas, como é santo Aquele que vos chamou, sede vós também santos em toda a vossa maneira de viver." I Ped. 1:13-15.
Diz Paulo: "Tudo o que é verdadeiro, tudo o que é honesto, tudo o que é justo, tudo o que é puro, tudo o que é amável, tudo o que é de boa fama, se há alguma virtude, e se há algum louvor, nisso pensai." Filip. 4:8. Isto exigirá oração fervorosa e incessante vigiar. Devemos ser auxiliados pela influência permanente do Espírito Santo, que atrairá a mente para cima, e habituá-la-á a ocupar-se com coisas puras e santas. E devemos fazer estudo diligente da Palavra de Deus. "Como purificará o jovem o seu caminho? Observando-o conforme a Tua Palavra. Escondi a Tua Palavra no meu coração", diz o salmista, "para eu não pecar contra Ti." Sal. 119:9 e 11. Patriarcas e Profetas, pág. 460.

Os leitores de contos frívolos e empolgantes tornam-se inaptos para os deveres da vida prática. Vivem em um mundo irreal. Tenho observado crianças a quem se consentiu adquirir o costume de ler tais histórias. Quer em casa quer fora de casa, achavam-se inquietas, sonhadoras, incapazes de conversar a não ser sobre os assuntos mais triviais. Pensamentos e conversas religiosas eram inteiramente alheios ao seu espírito. Cultivando o apetite pelas histórias sensacionais, perverte-se o gosto da mente, e o espírito não se satisfaz a menos que seja nutrido com tal alimento prejudicial. Não posso imaginar expressão mais apropriada para designar os que condescendem com tal leitura, do que a de embriagados mentais. Hábitos intemperantes na leitura têm sobre o cérebro um efeito idêntico àquele que os hábitos de intemperança no comer e no beber exercem sobre o corpo. Conselhos aos Pais, Professores e Estudantes, págs. 134 e 135

Pouca diferença faz ir ao cinema ou trazê-lo para casa. Aliás, penso que trazer o cinema para casa é pior...

quarta-feira, 9 de março de 2011

Fortalece Tua Igreja

Para cantar e orar...


Ó SENHOR, ouvi falar do que tens feito e estou cheio de temor. Faze agora, em nosso tempo, as coisas maravilhosas que fizeste no passado, para que nós também as vejamos. Mesmo que estejas irado, tem compaixão de nós! ... Ainda que as figueiras não produzam frutas, e as parreiras não dêem uvas; ainda que não haja azeitonas para apanhar nem trigo para colher; ainda que não haja mais ovelhas nos campos nem gado nos currais, mesmo assim eu darei graças ao SENHOR e louvarei a Deus, o meu Salvador. O SENHOR Deus é a minha força. Ele torna o meu andar firme como o de uma corça e me leva para as montanhas, onde estarei seguro. Habacuque 3:2, 17-19 

sexta-feira, 4 de março de 2011

O Maior Medo do Adversário

O adversário das almas não tem permissão de ler os pensamentos dos homens; é, porém, perspicaz observador, e nota as palavras; registra-as e adapta habilmente suas tentações de modo a se ajustarem ao caso dos que se colocam em seu poder.
Caso trabalhássemos para reprimir os pensamentos e sentimentos pecaminosos não lhes dando expressão em palavras ou ações, Satanás seria derrotado; pois ele não poderia preparar suas sedutoras tentações para adaptar ao caso.
Mas quantas vezes, por sua falta de domínio próprio, professos cristãos abrem a porta ao adversário das almas! Divisões, e até amargas dissensões que infelicitariam qualquer comunidade mundana, são comuns nas igrejas, porque há tão pouco esforço para controlar os sentimentos errôneos, e reprimir toda palavra de que Satanás se possa aproveitar. Assim que surge uma separação de sentimentos, a questão é exposta diante de Satanás para sua inspeção, sendo-lhe oferecida oportunidade de usar sua sabedoria e habilidade de serpente para dividir e destruir a igreja. Grande prejuízo há em toda dissensão. Os amigos pessoais de ambos os lados, tomam partido ao lado de seus respectivos amigos, e assim abre-se mais a brecha. Uma casa dividida contra si mesma não pode subsistir. Engendram-se e multiplicam-se incriminações e recriminações. Satanás e seus anjos operam ativamente para obter uma colheita da semente assim semeada.
Os mundanos contemplam isto, e exclamam zombeteiramente: "Como esses cristãos se aborrecem uns aos outros! Se isto é religião, não a queremos!" E olham a si mesmos e a seu caráter irreligioso com grande satisfação. Assim são confirmados na impenitência, e Satanás exulta ante seu êxito.
O grande enganador tem preparado seus ardis para toda alma não protegida para a provação nem guardada por oração constante e uma fé viva. Como pastores, como cristãos, cumpre-nos trabalhar para remover do caminho todas as pedras de tropeço. Temos de remover todos os obstáculos. Confessemos e abandonemos todo pecado, para que o caminho do Senhor seja preparado, para que Ele venha a nossas reuniões e comunique Sua preciosa graça. O mundo, a carne e o diabo precisam ser vencidos.
Não podemos preparar o caminho conquistando a amizade do mundo, que é inimizade contra Deus; com Seu auxílio, porém, podemos romper com sua sedutora influência sobre nós mesmos e os outros. Não podemos, como indivíduos ou como corporação garantir-nos das constantes tentações de um implacável e resoluto inimigo; mas, no poder de Jesus, podemos resistir-lhes.
De todo membro da igreja pode irradiar firme luz para o mundo, de modo que eles não sejam levados a indagar: Que faz esse povo mais que os outros? Pode e deve haver uma retração da conformidade com o mundo, um recuo de toda aparência do mal, de maneira que não seja dada nenhuma ocasião aos contraditores. Não podemos escapar ao vitupério; ele virá; devemos, porém, ser muito cautelosos para não sermos acusados por nossos próprios pecados ou loucuras, mas por amor de Cristo.
Não há coisa alguma que Satanás tema tanto como que o povo de Deus desimpeça o caminho mediante a remoção de todo impedimento, de modo que o Senhor possa derramar Seu Espírito sobre uma enfraquecida igreja e uma congregação impenitente. Se Satanás pudesse fazer o que ele queria, nunca haveria outro despertamento, grande ou pequeno, até ao fim do tempo. Não somos, porém, ignorantes de seus ardis. É possível resistir-lhe ao poder. Quando o caminho estiver preparado para o Espírito de Deus, a bênção virá. Satanás não pode impedir uma chuva de bênção de cair sobre o povo de Deus, mais do que fechar as janelas do Céu para que a chuva não caia sobre a Terra. Homens ímpios e demônios não podem impedir a obra de Deus ou excluir Sua presença das reuniões de Seu povo, caso eles, de coração rendido e contrito, confessem e afastem de si os seus pecados, reclamando com fé Suas promessas. Toda tentação, toda influência contrária seja ela franca ou oculta, será resistida com êxito, "não por força nem por violência, mas pelo Meu Espírito, diz o Senhor dos exércitos". Zac. 4:6.

EGW - Mensagens Escolhidas, vol. 1, pág. 122 - 124

União da Igreja com o Mundo

"...não sabeis vós que a amizade do mundo é inimizade contra Deus? Portanto, qualquer que quiser ser amigo do mundo constitui-se inimigo de Deus." Tiago 4:4
Depois disto vi Satanás consultando seus anjos, e considerando o que haviam ganho. Na verdade, haviam por meio do temor da morte impedido algumas almas tímidas de abraçar a verdade; muitos, porém, mesmo dos mais tímidos, receberam a verdade, e com isso seus temores e timidez imediatamente os deixaram. Ao testemunhar a morte de seus irmãos e contemplar sua firmeza e paciência, compreenderam que Deus e os anjos os ajudavam a suportar tais sofrimentos, e tornaram-se corajosos e destemidos. E, quando chamados a render a própria vida, mantiveram sua fé com tal paciência e firmeza, que fizeram com que mesmo seus assassinos tremessem. Satanás e seus anjos concluíram que havia um meio mais eficaz para destruir as almas, um meio que, no fim, seria mais seguro. Embora se infligissem sofrimentos aos cristãos, sua firmeza e a radiante esperança que os animava, faziam com que o mais fraco se tornasse forte, e os habilitavam a aproximar-se corajosamente da tortura e das chamas. Imitavam o porte nobre de Cristo quando Se encontrou perante Seus assassinos, e, pela sua constância e a glória de Deus que neles repousava, convenceram muitos outros da verdade.
Satanás concluiu, portanto, que deveria vir de maneira mais branda. Já havia corrompido as doutrinas da Bíblia, e tradições estavam a criar profundas raízes que deveriam arruinar a milhões. Restringindo seu ódio, decidiu-se a não insistir com seus súditos quanto a uma perseguição tão atroz, mas a levar a igreja a contender pelas várias tradições, em vez de o fazer em prol da fé que uma vez fora entregue aos santos. Como prevalecesse sobre a igreja a fim de que esta recebesse favores e honras do mundo, sob o pretexto de receber benefícios, começou ela a perder o favor de Deus. Esquivando-se de declarar as verdades diretas que dela excluíam os amantes do prazer e amigos do mundo, perdeu gradualmente o seu poder.
A igreja não é hoje o povo separado e peculiar que foi quando os fogos da perseguição estiveram acesos contra ela. Como o ouro se tornou fusco! Como se transformou o ouro finíssimo! Vi que, se a igreja tivesse sempre conservado seu caráter peculiar e santo, o poder do Espírito Santo que fora comunicado aos discípulos ainda estaria com ela. Os doentes seriam curados, os demônios seriam repreendidos e expulsos, e ela seria poderosa e um terror para os seus inimigos.
Vi uma grande multidão professando o nome de Cristo, mas Deus não os reconhecia como Seus. Não tinha prazer neles. Satanás pareceu assumir um caráter religioso, e estava muito desejoso de que o povo julgasse serem eles cristãos. Estava mesmo ansioso para que acreditasse em Jesus, Sua crucifixão e Sua ressurreição. Satanás e seus anjos criam perfeitamente em tudo isto, e tremiam. Se, porém, esta fé não instiga a boas obras, e não leva aos que a professam a imitar a vida abnegada de Cristo, Satanás não se inquieta; pois meramente tomam o nome de cristãos, enquanto seus corações ainda são carnais, e ele os pode empregar em seu serviço mesmo melhor do que se não fizessem profissão alguma. Escondendo sua deformidade sob o nome de cristãos, passam a vida com suas naturezas não santificadas e suas más paixões sem serem subjugadas. Isto dá ocasião para o incrédulo vituperar a Cristo pelas imperfeições deles, e faz com que os que possuem religião pura e incontaminada venham a incorrer em difamação.
Os pastores pregam coisas agradáveis para convirem a esses que professam a religião de um modo carnal. Não ousam pregar a Jesus e as verdades incisivas da Bíblia; pois, se assim fizessem, esses que carnalmente são professos da religião não permaneceriam na igreja. Mas, sendo que muitos deles são ricos, deverão ser conservados, embora não estejam mais em condições de ali se achar do que Satanás e seus anjos. Isto é exatamente como Satanás desejava. Faz-se com que a religião de Jesus pareça popular e honrada aos do mundo. Declara-se ao povo que aqueles que professam a religião serão mais honrados pelo mundo. Tais ensinos diferem mui grandemente dos de Cristo. Sua doutrina e o mundo não podiam estar em paz. Aqueles que O seguiam tinham de renunciar o mundo. Estas coisas agradáveis originaram-se com Satanás e seus anjos. Eles formularam o plano, e cristãos de nome o levaram a efeito. Ensinavam-se fábulas aprazíveis e com facilidade eram recebidas; e hipócritas e declarados pecadores uniram-se com a igreja. Se a verdade tivesse sido pregada em sua pureza, logo teria excluído esta classe. Não havia, porém, diferença entre os professos seguidores de Cristo e o mundo. Vi que se a falsa cobertura tivesse sido retirada dos membros das igrejas, seriam reveladas tais iniqüidades, vilezas e corrupção, que o mais tímido filho de Deus não teria hesitado em chamar a esses professos cristãos pelo seu verdadeiro nome, filhos de seu pai, o diabo; pois suas obras o atestavam.
Deus tinha uma mensagem para a igreja, a qual era sagrada e importante. Ao ser recebida, operaria uma reforma completa na igreja, despertaria o vívido testemunho que dela haveria de expurgar os hipócritas e pecadores, e de novo a traria ao favor de Deus.

EGW - Primeiros Escritos, pág. 226 - 228

Veja também: Estratégia Satânica para Adiar a Volta de Jesus

sexta-feira, 25 de fevereiro de 2011

Moldados à Sua Imagem

E todos nós, com o rosto desvendado, contemplando, como por espelho, a glória do Senhor, somos transformados, de glória em glória, na Sua
própria imagem, como pelo Senhor, o Espírito. II Cor. 3:18.


Almas sobrecarregadas de pecado e em conflito, Jesus, em Sua humanidade glorificada, ascendeu aos Céus para fazer intercessão por nós.
"Porque não temos sumo sacerdote que não possa compadecer-se das nossas fraquezas; antes, foi Ele tentado em todas as coisas, à nossa
semelhança, mas sem pecado. Acheguemo-nos, portanto, confiadamente, junto ao trono da graça." Heb. 4:15 e 16. Devemos estar continuamente
olhando para Jesus, o Autor e Consumador da nossa fé; pois contemplando-O seremos transformados à Sua imagem – nosso caráter ficará
semelhante ao Seu. Devemos alegrar-nos porque todo o julgamento é confiado ao Filho, pois Ele, em Sua humanidade, tornou-Se familiarizado com
todas as dificuldades que afligem a humanidade.


Ser santificado é tornar-se participante da natureza divina, captando o espírito e sentimento de Jesus, sempre aprendendo na escola de
Cristo. "E todos nós, com o rosto desvendado, contemplando, como por espelho, a glória do Senhor, somos transformados, de glória em glória,
na Sua própria imagem, como pelo Senhor, o Espírito." II Cor. 3:18. É impossível, para qualquer de nós, operar esta mudança por nosso próprio
poder ou esforços. É o Espírito Santo, o Consolador, que Jesus disse enviaria ao mundo, que transforma nosso caráter segundo a semelhança de
Cristo; e quando isso se consuma, refletimos, como espelho, a glória do Senhor. Isto é, o caráter daquele que assim contempla a Cristo é tão
semelhante ao dEle, que quem o observa vê o próprio caráter de Cristo resplandecendo dessa pessoa, como de um espelho. Sem que o percebamos,
somos transformados dia a dia, tornando-se os nossos caminhos e vontade os caminhos e vontade de Cristo, assimilando nós a amabilidade de Seu
caráter. Assim crescemos em Cristo e inconscientemente refletimos a Sua imagem.


Os cristãos professos deixam-se ficar demasiadamente próximo das baixadas da Terra. Têm os olhos treinados para ver somente as coisas comuns,
e seu espírito se demora nas coisas que os olhos contemplam. Sua experiência religiosa é muitas vezes superficial e insatisfatória, e suas
palavras são frívolas e sem valor. Como podem tais pessoas refletir a imagem de Cristo? Como podem irradiar os brilhantes raios do Sol da
Justiça para todos os lugares escuros da Terra? Ser cristão é ser semelhante a Cristo. Review and Herald, 28 de abril de 1891.


Reavivamento & Reforma

segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011

Andando Pelo Caminho Estreito

Entrai pela porta estreita (larga é a porta, e espaçoso, o caminho que conduz para a perdição, e são muitos os que entram por ela), porque estreita é a porta, e apertado, o caminho que conduz para a vida, e são poucos os que acertam com ela. Mateus 7:13-14

Estes caminhos são distintos, separados, em direções opostas. Um leva à vida eterna, e o outro à morte eterna. Vi a distinção entre esses caminhos, e também a diferença entre as multidões que neles viajam. Os caminhos são opostos; um é largo e suave; o outro, estreito e acidentado. Semelhantemente as duas multidões que os percorrem são opostas no caráter, na vida, no vestuário e na conversa.
Os que viajam pelo caminho estreito conversam a respeito da alegria e felicidade que terão no fim da viagem. Seu rosto muitas vezes está triste, e, todavia, brilha freqüentemente com piedosa e santa alegria. Não se vestem como a multidão do caminho largo, nem como eles falam, nem procedem. Um modelo lhes foi dado. Um homem de dores, e experimentado nos trabalhos lhes abriu aquele caminho e o palmilhou. Seus seguidores vêem-Lhe os rastos, e ficam consolados e animados. Ele o percorreu em segurança; assim também poderão fazer os da multidão, se seguirem Suas pegadas.
Na estrada larga todos estão preocupados com sua pessoa, suas vestes, seus prazeres. Dão-se livremente ao riso e à zombaria e não pensam no termo da viagem nem na destruição certa, no fim do caminho. Cada dia se aproximam mais de sua destruição; contudo loucamente se arrojam, mais e mais depressa. Oh, como me pareceu terrível isso!
Vi, percorrendo a estrada larga, muitos que tinham sobre si escritas estas palavras: "Morto para o mundo. Próximo está o fim de todas as coisas. Estai vós também preparados." Pareciam precisamente iguais a todas aquelas pessoas frívolas que em redor se achavam, com a diferença única de uma sombra de tristeza que lhes notei no rosto. Sua conversa era perfeitamente igual à daqueles que, divertidos e inconscientes, se encontravam em redor; mas de quando em quando mostravam com grande satisfação as letras sobre suas vestes, convidando outros a tê-las sobre si. Estavam no caminho largo, e no entanto professavam pertencer ao número dos que viajavam no caminho estreito. Os que em redor deles estavam, diziam: "Não há distinção entre nós. Somos iguais; vestimos, falamos e procedemos semelhantemente."

EGW - Testemunhos Seletos, vol. 1, pág. 32 e 33

quarta-feira, 16 de fevereiro de 2011

Prof. Manuel Tápia - Saúde e Estilo de Vida

Seminário "Saúde e Estilo de Vida" ministrado pelo Prof. Manuel Antonio Tápia na IASD Central de Maringá em novembro de 2008.


O seminário está divido em temas teológicos e temas de saúde.

TEMAS TEOLÓGICOS

TEMAS DE SAÚDE
1. Alimentos Industrializados
2. Óleos - Ômega 3 vs. Ômega 6
3. Reforma Alimentar vs. Vitamina B12 - parte 1
4. Reforma Alimentar vs. Vitamina B12 - parte 2
Tema 1 com os slides

Download da Apostila (a instrução para montagem da apostila está no arquivo "apendiceZ.doc")

Grande parte de todas as enfermidades que afligem a família humana, resulta de seus próprios hábitos errôneos, em virtude de sua voluntária ignorância ou do menosprezo pela luz que Deus tem dado em relação às leis do seu ser. Não nos é possível glorificar a Deus enquanto vivemos em violação das leis da vida. Não é possível ao coração manter-se consagrado a Deus enquanto se tolera a concupiscência do apetite. Um corpo enfermo e um intelecto desordenado em virtude de contínua tolerância para com a nociva concupiscência tornam impossível a santificação do corpo e do espírito. CSRA, pág. 44

sexta-feira, 11 de fevereiro de 2011

Preparação Para a Hora do Juízo

Quando li o texto a seguir, senti uma angústia muito grande, porque percebo que estou preso a um sistema preparado para impedir que uma obra de transformação radical aconteça em minha vida...  a minha oração é: LIBERTA-ME, Senhor!


"... marca com um sinal as testas dos homens que suspiram e que gemem por causa de todas as abominações que se cometem no meio dela." Ezeq. 9:3-6.

Jesus está prestes a deixar o propiciatório do santuário celestial, a fim de envergar vestes de vingança, e derramar Sua ira em juízo sobre aqueles que não corresponderam à luz que Deus lhes deu. "Visto como se não executa logo o juízo sobre a má obra, por isso o coração dos filhos dos homens está inteiramente disposto para praticar o mal." Ecl. 8:11. Em vez de se enternecerem pela paciência e longanimidade que o Senhor tem exercido para com eles, os que não temem a Deus nem amam a verdade, fortalecem o coração no mau caminho. Há, porém, limites até para a longanimidade de Deus, e muitos estão ultrapassando tais limites. Sobrepujaram os limites da graça, e portanto Deus deve intervir e reivindicar Sua honra.

A crise aproxima-se rapidamente. Quase é vindo o tempo da visitação de Deus. Conquanto Lhe repugne castigar, não obstante castigará, e rapidamente. Aqueles que andam na luz verão sinais do perigo que se aproxima; mas não deverão sentar-se em silenciosa e despreocupada expectativa, conformando-se com a crença de que Deus abrigará Seu povo no dia da visitação. Longe disso, deverão compreender que é seu dever trabalhar diligentemente para salvar outros, esperando, com grande fé, auxílio da parte de Deus. "A oração feita por um justo pode muito em seus efeitos." Tia. 5:16.
O fermento da piedade não perdeu inteiramente seu poder. Na ocasião em que maiores são o perigo e a crise da igreja, o pequeno exército que permanece na luz estará suspirando e clamando por causa das abominações cometidas na Terra. Mais especialmente, porém, suas orações subirão em favor da igreja, porque seus membros estão agindo segundo a maneira do mundo.
As fervorosas orações desses poucos fiéis, não serão em vão. Quando vier o Senhor para exercer vingança, virá também como protetor de todos os que conservaram pureza de fé, e se guardaram incontaminados do mundo. É nessa ocasião que Deus prometeu vingar Seus escolhidos, que a Ele clamam dia e noite, embora Ele Se demore em defendê-los.
O dia da vingança de Deus está precisamente diante de nós. O selo de Deus será colocado somente na testa daqueles que suspiram e clamam por causa das abominações cometidas na Terra. Aqueles que se ligam ao mundo por laços de simpatia, estão comendo e bebendo com os ébrios, e certamente serão destruídos com os que praticam a iniqüidade. "Os olhos do Senhor estão sobre os justos, e os Seus ouvidos atentos ao seu clamor. A face do Senhor está contra os que fazem o mal." Sal. 34:15 e 16.

Nossa maneira de proceder determinará se receberemos o selo do Deus vivo, ou seremos abatidos pelas armas destruidoras.

Ânimo, fortaleza, fé e implícita confiança no poder de Deus para salvar não nos vêm num instante.
Estas graças celestiais são adquiridas pela experiência dos anos. Por uma vida de santo esforço e firme apego à retidão, os filhos de Deus estiveram selando o seu destino. Assediados de inúmeras tentações, souberam que deveriam resistir firmemente ou ser vencidos. Compreenderam que tinham uma grande obra para fazer, e em qualquer momento poderiam ser chamados a depor sua armadura; e se chegassem ao final de sua vida com seu trabalho inacabado, isso significaria perda eterna.

Nem todos que professam guardar o sábado serão selados. Muitos há, mesmo entre os que ensinam a verdade a outros, que não receberão na testa o selo de Deus. Tinham a luz da verdade, souberam a vontade de seu Mestre, compreenderam todos os pontos de nossa fé, mas não tiveram as obras correspondentes. Aqueles que estiveram tão familiarizados com as profecias e com os tesouros da sabedoria divina, deveriam ter agido de conformidade com sua fé. Deveriam ter dirigido sua casa segundo os mesmos princípios, para que por meio de uma família bem ordenada pudessem apresentar ao mundo a influência da verdade no coração humano.

Nenhum de nós jamais receberá o selo de Deus, enquanto o caráter tiver uma nódoa ou mácula sequer. Cumpre-nos remediar os defeitos de caráter, purificar de toda a contaminação o templo da alma. Então a chuva serôdia cairá sobre nós, como caiu a temporã sobre os discípulos no dia de Pentecoste.

Devemos nesta vida enfrentar terríveis provas e fazer dispendiosos sacrifícios, mas a paz de Cristo é a recompensa. Tem havido tão pouca abnegação, tão pouco sofrimento por amor a Cristo, que a cruz é quase inteiramente esquecida. Devemos ser co-participantes de Cristo em Seus sofrimentos, se quisermos sentar-nos em triunfo com Ele em Seu trono. Enquanto preferirmos o caminho fácil da condescendência própria, e nos amedrontarmos com a abnegação, nunca se firmará a nossa fé, e não poderemos conhecer a paz de Jesus nem a alegria que provêm do sentimento da vitória. ... Aqueles que se renderam às circunstâncias em vez de empenhar-se neste conflito não saberão como ficar em pé naquele dia em que haverá angústia em toda alma. E ainda que Noé, Jó e Daniel estivessem na Terra, não poderiam salvar nem filho nem filha, pois cada um deve livrar sua alma por sua própria justiça.
Ninguém necessita dizer que não há esperança para o seu caso, e que não pode viver a vida de cristão. Mediante a morte de Cristo, amplas providências foram tomadas em favor de cada alma. Jesus é o nosso auxílio sempre presente em tempo de necessidade. Se tão-somente apelamos a Ele pela fé, Ele prometeu ouvir nossas petições e a elas atender.
Sim, fé viva e eficaz! Dela necessitamos; devemos possuí-la ou desfaleceremos e fracassaremos no dia da prova. As trevas que então hão de cair em nosso caminho não nos deverão desanimar nem levar ao desespero. É o véu com que Deus cobre Sua glória, ao vir Ele para comunicar Suas ricas bênçãos. Deveríamos saber isso por nossa experiência passada. No dia em que Deus tiver uma contenda com o Seu povo, essa experiência será uma fonte de conforto e esperança.

É agora que devemos conservar-nos e a nossos filhos incontaminados do mundo. É agora que devemos lavar as vestes de nosso caráter, tornando-as alvas no sangue do Cordeiro. Agora é que devemos vencer o orgulho, as paixões, e a indolência espiritual. Agora é que devemos despertar e fazer decididos esforços para dar simetria ao nosso caráter.

Que estais fazendo, irmãos, na grande obra de preparação? Os que se estão unindo com o mundo, estão-se ajustando ao modelo mundano, e preparando-se para o sinal da besta. Os que desconfiam do eu, humilham-se diante de Deus e purificam a alma pela obediência à verdade, estão recebendo o molde divino e preparando-se para receber na fronte o selo de Deus. Quando sair o decreto, e o selo for aplicado, seu caráter permanecerá puro e sem mácula para toda a eternidade.
Agora é o tempo de prepararmos. O selo de Deus jamais será colocado à testa de um homem ou mulher impuros. Jamais será colocado à testa de um homem ou mulher cobiçosos ou amantes do mundo. Jamais será colocado à testa de homens ou mulheres de língua falsa ou coração enganoso. Todos os que recebem o selo devem ser imaculados diante de Deus - candidatos para o Céu. Pesquisai as Escrituras por vós mesmos, para que possais compreender a terrível solenidade do tempo presente.

EGW - Vida e Ensinos, cap. 32  (Preparação Para a Hora do Juízo)

quinta-feira, 10 de fevereiro de 2011

Qual é a verdade que nos habilitará a obter a salvação de nossa alma?

Devemos desviar-nos de mil assuntos que nos convidam a atenção. Há assuntos que nos consomem tempo e suscitam indagações, mas acabam em nada. Os mais elevados interesses exigem a acurada atenção e a energia que são tantas vezes dispensadas a coisas relativamente insignificantes.
O aceitar teorias novas não traz em si nova vida à alma. Mesmo o relacionar-se com fatos e teorias importantes em si mesmos é de pouco valor a não ser que sejam postos em uso prático. Precisamos sentir nossa responsabilidade de proporcionar à própria alma alimento que nutra e incentive a vida espiritual.

A questão que devemos estudar é: "Qual é a verdade - a verdade que deve ser acariciada, amada, honrada e obedecida?" Os adeptos da ciência têm ficado derrotados e abatidos quanto a seus esforços para encontrar a Deus. O que eles devem inquirir nestes dias é: "Qual é a verdade que nos habilitará a obter a salvação de nossa alma?"

"Que pensais vós de Cristo?" - eis a toda-importante questão. Vós O recebeis como um Salvador pessoal? A todos quantos O recebem, Ele dá poder de se tornarem filhos de Deus.
Cristo revelou Deus a Seus discípulos de modo que lhes operou no coração uma obra especial, tal qual Ele deseja realizar em nosso coração. Muitos há que, detendo-se demasiadamente na teoria, têm perdido de vista o poder vivo do exemplo do Salvador. Deixaram de vê-Lo como o humilde e abnegado obreiro. O que eles necessitam é contemplar a Jesus. Necessitamos diariamente uma nova revelação de Sua presença. Cumpre-nos seguir-Lhe mais de perto o exemplo de renúncia e sacrifício.
Carecemos da experiência possuída por Paulo ao escrever: "Estou crucificado com Cristo; e vivo, não mais eu, mas Cristo vive em mim; e a vida que agora vivo na carne vivo-a na fé do Filho de Deus, o qual me amou e Se entregou a Si mesmo por mim." Gál. 2:20.
O conhecimento de Deus e de Jesus Cristo expresso no caráter é uma exaltação superior a tudo mais que se estime na Terra e no Céu. É a suprema educação. É a chave que abre as portas da cidade celestial. Deus designa que todos quantos se revestem de Cristo possuam esse conhecimento.

EGW  -  A Ciência do Bom Viver, pág. 456 e 457

Necessidade de Renúncia

O maior perigo do homem está em enganar a si mesmo, em condescender com a presunção, separando-se assim de Deus, a fonte de sua força. A menos que sejam corrigidas pelo Santo Espírito de Deus, nossas tendências naturais encerram em si mesmas os germes da morte. A menos que nos ponhamos em uma ligação vital com Deus, não podemos resistir aos profanos efeitos da satisfação própria, do amor de nós mesmos e da tentação para pecar.
Para que possamos receber auxílio de Cristo, devemos compreender nossa necessidade. Cumpre-nos conhecer-nos verdadeiramente. Unicamente ao que se reconhece pecador, pode Cristo salvar. Só quando vemos nosso inteiro desamparo e renunciamos a toda confiança própria, lançaremos mão do poder divino.
Não é apenas no início da vida cristã que se deve fazer essa renúncia. A cada passo de avanço em direção ao Céu, ela deve ser renovada. Todas as nossas boas obras são dependentes de um poder fora de nós; deve haver portanto um constante anelo do coração para Deus, uma contínua e fervorosa confissão de pecado, e humilhação da alma perante Ele.
Cercam-nos perigos; e só estamos a salvo quando sentimos nossa fraqueza, e nos apegamos com a segurança da fé ao nosso poderoso Libertador.

EGW - A Ciência do Bom Viver, pág. 455

Estamos Nós Preparados? Não Há Tempo a Perder

Não temos tempo a perder. Não sabemos quão presto nosso tempo de graça pode se encerrar. Quando muito, não teremos senão o curto espaço de uma existência aqui, e não sabemos quão breve a seta da morte pode nos ferir o coração. Não sabemos quão pronto seremos chamados a abandonar o mundo e todos os seus interesses. Estende-se diante de nós a eternidade. A cortina está a ponto de se erguer. Uns poucos anos apenas, e para todos os que ora são contados entre os vivos, sairá o decreto: "Quem é injusto faça injustiça ainda; e quem está sujo suje-se ainda; e quem é justo faça justiça ainda; e quem é santo seja santificado ainda." Apoc. 22:11.

Estamos nós preparados? Conhecemos a Deus, o Governador do Céu, o Legislador, e a Jesus Cristo a quem Ele enviou ao mundo como Seu representante? Quando a obra de nossa vida terminar, estaremos aptos a dizer, como Cristo, nosso exemplo: "Eu glorifiquei-Te na Terra, tendo consumado a obra que Me deste a fazer. Manifestei o Teu nome"? João 17:4 e 6.
Os anjos de Deus nos estão procurando atrair de nós mesmos e das coisas terrenas. Não os façais trabalhar em vão.

As mentes que têm liberado as rédeas do pensamento precisam mudar. "Cingindo os lombos do vosso entendimento, sede sóbrios e esperai inteiramente na graça que se vos ofereceu na revelação de Jesus Cristo, como filhos obedientes, não vos conformando com as concupiscências que antes havia em vossa ignorância; mas, como é santo Aquele que vos chamou, sede vós também santos em toda a vossa maneira de viver, porquanto escrito está: Sede santos, porque Eu sou santo." I Ped. 1:13-16.
Os pensamentos devem se concentrar em Deus. Devemos exercer diligente esforço para vencer as más tendências do coração natural. Nossos esforços, nossa abnegação e perseverança devem ser proporcionais ao infinito valor do objetivo que perseguimos. Unicamente vencendo como Cristo venceu, havemos de alcançar a coroa da vida.

EGW - A Ciência do Bom Viver, pág. 454 e 455

quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011

terça-feira, 1 de fevereiro de 2011

sábado, 29 de janeiro de 2011

Estratégia satânica para adiar a volta de Jesus

Foi-me mostrado nosso perigo como um povo, de nos assemelharmos ao mundo, e não à imagem de Cristo. Achamo-nos agora nas próprias fronteiras do mundo eterno; mas é desígnio do adversário de nossa alma levar-nos a adiar para longe o fim do tempo. Satanás assaltará de todas as maneiras possíveis os que professam ser observadores dos mandamentos de Deus, e estar aguardando a segunda vinda de nosso Salvador nas nuvens do céu, com poder e grande glória. Ele levará o maior número possível a adiarem o dia mau e tornarem-se em espírito semelhantes ao mundo, imitando-lhe os costumes. Senti-me alarmada quando vi que o espírito do mundo controlava o coração e a mente de muitos que fazem alta profissão da verdade. Abrigam o egoísmo e a condescendência consigo mesmos; mas não cultivam a verdadeira piedade e a genuína integridade.
O anjo do Senhor apontou aos que professam a verdade e repetiu com voz solene estas palavras: "E olhai por vós, para que não aconteça que o vosso coração se carregue de glutonaria, de embriaguez, e dos cuidados da vida, e venha sobre vós de improviso aquele dia. Porque virá como um laço sobre todos os que habitam na face de toda a Terra. Vigiai, pois, em todo o tempo, orando, para que sejais havidos por dignos de evitar todas essas coisas que hão de acontecer, e de estar em pé diante do Filho do homem." Luc. 21:34-36.
Considerando a brevidade do tempo, nós como povo devemos vigiar e orar, e em caso algum permitir que sejamos desviados da solene obra de preparo para o grande acontecimento à nossa frente. Por isso que o tempo aparentemente se estende, muitos se tornaram descuidados e indiferentes em relação a suas palavras e ações. Não reconhecem o perigo em que se acham, e não vêem nem compreendem a misericórdia de nosso Deus em lhes estender o tempo de graça, a fim de que tenham tempo para formar o caráter para a vida futura imortal. Cada momento é do mais alto valor. O tempo lhes é concedido, não para ser empregado em seguir sua própria comodidade e tornarem-se habitantes da Terra, mas para ser empregado na obra de vencer cada defeito de seu caráter e em ajudar os outros, pelo exemplo e pelo esforço pessoal, a verem a beleza da santidade. Deus tem sobre a Terra um povo que, com fé e santa esperança, está acompanhando o rolo da profecia a cumprir-se rapidamente, e buscando purificar a alma na obediência à verdade, a fim de que não sejam encontrados sem as vestes nupciais quando Cristo aparecer. ... Os sinais preditos na profecia estão-se cumprindo rapidamente em volta de nós. Isto deve despertar todo verdadeiro seguidor de Cristo, levando-o a zelosa ação. 

EGW - Testemunhos Seletos, vol. 1, págs. 503-505.

Esperar e apressar a vinda de nosso Senhor Jesus Cristo!

"... deveis ser tais como os que vivem em santo procedimento e piedade,esperando e apressando a vinda do Dia de Deus..." 
II Pedro 3:11-12

O objetivo da vida cristã é a frutificação - a reprodução do caráter de Cristo no crente, para que Se possa reproduzir em outros.
A planta não germina, não cresce, nem produz frutos para si mesma, mas para "dar semente ao semeador, e pão ao que come". Isa. 55:10. Igualmente ninguém deve viver para si mesmo. O cristão está no mundo como representante de Cristo para a salvação de outros.
Na vida que se centraliza no eu não pode haver crescimento nem frutificação. Se aceitastes a Cristo como Salvador pessoal, deveis esquecer-vos e procurar auxiliar a outros. Falai do amor de Cristo, contai de Sua bondade. Cumpri todo dever que se vos apresenta. Levai sobre o coração o peso da salvação das pessoas, e tentai salvar os perdidos por todos os meios possíveis. Recebendo o Espírito de Cristo - o espírito do amor abnegado e do sacrifício por outrem - crescereis e produzireis fruto. As graças do Espírito amadurecerão em vosso caráter. Vossa fé aumentará; vossas convicções aprofundar-se-ão, vosso amor será mais perfeito. Mais e mais refletireis a semelhança de Cristo em tudo que é puro, nobre e amável.
"O fruto do Espírito é: amor, alegria, paz, longanimidade, benignidade, bondade, fidelidade, mansidão, domínio próprio." Gál. 5:22 e 23. Este fruto jamais perecerá, antes produzirá uma colheita de sua espécie para a vida eterna.

"Quando já o fruto se mostra, mete-lhe logo a foice, porque está chegada a ceifa." Mar. 4:29. Cristo aguarda com fremente desejo a manifestação de Si mesmo em Sua igreja. Quando o caráter de Cristo se reproduzir perfeitamente em Seu povo, então virá para reclamá-los como Seus.
Todo cristão tem o privilégio, não só de esperar a vinda de nosso Senhor Jesus Cristo, como também de apressá-la. (II Ped. 3:12.)  Se todos os que professam Seu nome produzissem fruto para Sua glória, quão depressa não estaria o mundo todo semeado com a semente do evangelho! Rapidamente amadureceria a última grande seara e Cristo viria recolher o precioso grão.

EGW - Parábolas de Jesus, 67-69

Pensamento de quem está somente esperando a volta de Jesus: "Falta um ano a menos para a volta de Jesus!"

Pensamento de quem está apressando a volta de Jesus: "Passou mais um ano e Jesus ainda não voltou!"
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